Texto: Capitão PM-JOAQUIM LOBATO

A Prof.ª MARLENE PINHEIRO LOBATO, é hoje a grande homenageada.

DUVIDO QUE ALGUÉM LEMBRE DELA COM TANTA ALEGRIA COMO EU LEMBRO. FOI MINHA VIZINHA NA PRAÇA DA MATRIZ.

Água de poço e luz de lamparina fazia parte do cotidiano das professoras que trabalhavam com alfabetização em suas casas, ou com aulas complementares (reforço escolar).

A profissão era conceituada e as professoras eram muito respeitadas, tanto pelos alunos, pelos pais, quanto pela sociedade, tratando-as, de maneira bastante respeitosa e correta.

Os padres, as parteiras, os farmacêuticos e as professoras, eram pessoas respeitadas e que se faziam respeitar. De forma especial, as professoras tinham autoridades de mães. Eram lideres.

A Dra. Ana Ceres Fernandes, médica pediatra e terapeuta, radicada em Brasília, em alegres recordações das nossas antigas professoras de São Bento, falava que, certa vez após ingerir um antibiótico, em dia de aula na casa da Prof.ª Marlene Lobato cuspiu da janela abaixo, atingindo sem atentar, a cabeça de “Quincas” (Joaquim Cesar Pinheiro Lobato). Muito enfurecida Dona Marlene soltava “faísca” limpando a cabeça do filho, então, muito pequeno, com aproximadamente 01 (Hum) ano de idade.

Em sua humildade peculiar, a Dr. ª Ana Ceres, São-Bentoense, filha do primeiro gerente das ” Casas Pernambucanas” da nossa cidade, costuma dizer que, conheceu o mundo através das aulas de geografia e história, da prof.ª Marlene. Guarda boas lembranças das professoras de São Bento, e agradece por serem formadoras do seu caráter.

Para mim era tudo novo. Nas noites estreladas eu mergulhava no cosmo observável. Buscava identificar a Estrela Magalhães na Constelação Cruzeiro do Sul; a Estrela Polar, a última das estrelas que formam a cauda da Constelação Ursa Menor; a Constelação de Cão Maior e a sua vizinha Cão Menor; a Estrela D’Alva. Enfim, exercitava o aprendizado das aulas de geografias, ministradas pela Prof.ª Marlene, no Ginásio Industrial Pe. João Piamarta.

Marlene Pinheiro Lobato nasceu no dia 27 de novembro de 1938. Casou-se, com o então viúvo, Sr. Américo Botelho Lobato. Foi nomeada em 17 de julho de 1962, para substituir a professora Maria de Nazaré Costa Leite, como professora do Grupo Escolar Paroquial onde lecionou por 8 anos.

É, indiscutivelmente, muito competente, verdadeira águia de inteligência. Seu talento privilegiado tem reconhecimento nos círculos de convivência comum, inclusive, pelas colegas de carreira. Após à aposentadoria da inesquecível professora Luciana Ramos Batista assumiu a direção do Grupo Escolar Paroquial, onde permaneceu ate 1983. Nesse período, conseguiu concluir o Curso de Pedagogia com Habilitação em Administração Escolar.

Lecionou Português na Escola Dep. José Araújo Castro, Ginásio Industrial Pe. João Piamarta, Ginásio Bandeirante, Dom Luiz de Brito e Complexo.
Deu aulas de Geografia e Historia, na Escola Normal e Industrial. Devido problemas de saúde do seu saudoso esposo, pediu transferência para a capital, destarte, não foi possível encerrar a carreira de magistério em sua querida terra natal.

Impossível, é hoje substituir as professoras dessa época. Muitas mães, influenciadas pelas filosofias modernas, não creem ser necessário usar a vara da disciplina para educar seus filhos. Mas, Deus, nos manda claramente usar a vara da disciplina: “Não retires a disciplina da criança; pois se a fustigares com a vara, nem por isso morrerá. (Prov. 23:13-14).