Vítima

Vítima chegou a ser levada para o Socorrão I, onde chegou sem vida.

Um homem não identificado foi baleado na manhã desta terça-feira (25), em frente a uma faculdade privada na região do Canto da Fabril. O motivo ainda está sendo investigado.

Segundo informações da polícia, duas pessoas chegaram de moto e atiraram contra o sujeito. O local ficou lotado de curiosos.

O homem chegou a ser socorrido e levado para o Hospital Dr.Djalma Marques, Socorrão I, mas morreu no trajeto.

O responsável pelo Comando de Policiamento da Área Metropolitana I , coronel Pedro Ribeiro, confirmou o caso e disse que está sendo investigado, mas até o momento não tem informações sobre os criminosos.

Ele informou também que a vítima estava dentro da faculdade, numa audiência no juizado que funciona no local e que, assim que saiu do prédio, foi executado a tiros.

Da redação: Jornal Pequeno Valéria SotãoData de publicação:

 

 

 

 

 

 

 


 

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A presidente Dilma Rousseff foi afastada porque não conseguiu oferecer proteção à classe política, diante da Lava Jato, e não pelo motivo alegado das pedaladas fiscais; o que muitos caciques esperavam é que seu substituto, Michel Temer, fosse capaz de colocar em prática o plano do senador Romero Jucá (PMDB-RR) de “estancar essa sangria”, num acordão que envolveria até o Supremo Tribunal Federal; no entanto, o tiro saiu pela culatra; Eduardo Cunha foi preso e pode levar uma centena de deputados; além disso, os principais senadores do PMDB estão na linha de tiro e o próprio Senado foi alvo de uma inédita batida policial; incapaz, assim como Dilma, de oferecer proteção, é Temer quem agora passa a correr riscos

Por que a presidente Dilma Rousseff foi afastada do cargo? Oficialmente, em razão das “pedaladas fiscais”, uma prática comum a praticamente todos os governos.

No entanto, Brasília inteira sabe que o motivo real foi outro. Dilma não conseguiu deter a Operação Lava Jato, oferecendo proteção à classe política. Muitos deputados e senadores chegaram até a desconfiar de que Dilma pretendia levar a operação ao limite, provando que ela, e apenas ela, não tinha rabo preso com a corrupção.

Foi nesse contexto em que surgiu a conversa entre o senador Romero Jucá (PMDB-RR) e o ex-presidente da Transpetro, Sergio Machado, revelando a real natureza do processo de impeachment. Era necessário “estancar essa sangria”, contendo a Lava Jato, num acordo que envolveria até o Supremo Tribunal Federal.

Eis a mercadoria que se esperava de Michel Temer.

Ele, no entanto, não foi capaz de entregá-la e hoje são seus aliados no processo de impeachment que entram na linha de tiro.

O principal deles, Eduardo Cunha, foi preso na última quarta-feira e, se vier a delatar, pode levar junto mais de uma centena de deputados, comprovando a tese de que o impeachment foi “uma assembleia de bandidos presidida por um bandido”, como disse o escritor português Miguel Sousa Tavares.

Se isso não bastasse, os principais senadores peemedebistas foram alvo de acusações de propina nas revistas semanais, na mesma semana em que o Senado foi alvo de uma inédita batida policial.

Sem resultados na economia, com popularidade baixíssima, e incapaz de proteger a classe política, é Temer quem, a partir de agora, entrará na mira dos mesmos políticos que derrubaram Dilma.

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cunha-e-temer

O barulho do ferrolho da grade ao fechar a porta da cela onde reside agora o ex-poderoso presidente da Câmara, Eduardo Cunha, deve estar ecoando nas profundezas da consciência dele.

Se havia o plano de derrubar Dilma e em seguida estancar as investigações, se safar das ações na justiça, continuar comandando o conglomerado de lobbies de corporações empresariais e eleger quem quisesse com uma montanha de dinheiro de propinas, parece que deram com os burros n’água.

Temer está no Palácio, mas Cunha no presídio.

Ao olhar ao redor dentro da cela, Cunha deve ter caído na real e percebido que, tudo bem, sua prisão não teve espetáculo, não teve algemas, mas só restou-lhe a delação premiada e nada mais.

O ferrolho da porta da cela lacrou a carreira política de Cunha. Tudo indica que todos os compromissos que ele tinha no meio político zeraram. Não há mais perspectiva de volta ao cenário do poder.

Cunha vai cuidar da pele dele e da pele da sua família. Já contratou um advogado especialista em delação premiada. Por isso o Palácio do Planalto foi tomado pelo sentimento de interinidade. Tudo pode acontecer.

Imagina se Cunha resolver divulgar gravações que por ventura fez para se proteger, ou de todos os encontros que teve em tratativas com políticos, magistrados, policiais, jornalistas, empresários, durante todo o período que atuou como operador de lobbyes no Congresso Nacional e nos governos.

Curiosamente, ao invés de apenas os políticos mais ligados a Cunha estarem suando frio, de medo, comentaristas, porta-vozes dos barões da mídia, também estão roendo as unhas. Começaram a desqualificar o instituto da delação premiada.

Reinaldo Azevedo, o mais rabugento deles, em sua coluna, demonstrou estar em pânico com um possível acordo de delação premiada de Eduardo Cunha. Estranho, não?

De todos os ramais do propinoduto investigado pela Operação Lava-Jato, os do Porto de Santos e de Furnas devem estar tirando o sono de Michel Temer, Elizeu Padilha, seu braço direito na Casa Civil, e de Aécio Neves.

A famosa “emenda Tio Patinhas”, pendurada como um jabuti na Medida Provisória dos Portos, em 2013, sob comando de Eduardo Cunha, quando era líder da bancada do PMDB, na Câmara, resultou em gordas doações de campanha eleitoral, do Grupo Libra, que opera no Porto de Santos, para eleger Temer Vice-Presidente da República e deputados do partido dele. Esse é apenas um exemplo do que Eduardo Cunha pode querer delatar. Sem falar nos rolos da Petrobras e outros setores.

Mas isso, perto das investigações sobre escândalos no Porto de Santos é pouco. A influência e as nomeações de Temer no Porto de Santos são velhas conhecidas da Polícia Federal, do Ministério Público, do Judiciário e da impressa, desde o tempo que Eliseu Padilha era Ministro dos Transportes do governo Fernando Henrique. Os processos estão parados desde então.

Os ministros Moreira Franco, Eliseu Padilha e o Presidente da Câmara, Marco Maia, estão atravessados na garganta de Cunha desde o acachapante placar de 450 votos a 10, na votação que cassou o mandato dele.

Cunha deve ter se sentindo usado e descartado como bagaço de laranja. Chegou a hora da vingança e ele sabe, como ninguém, servi-la em banquete aos inimigos. Para quem elegeu mais de 200 parlamentares e mantinha sob seu tacão, obter apenas 10 votos fiéis na votação não é para menos.

Aécio sumiu. Fugiu da imprensa quando foi indagado sobre a prisão de Cunha. Ele sabe que a represa dos escândalos de Furnas, em Minas, está rachada, prestes a ser rompida com uma delação de Cunha e a lama descerá com ele morro abaixo.

É possível que desta vez a Fundação Bogard & Taylor, sediada na capital Vaduz, no Liechtenstein, o mais fechado paraíso fiscal do mundo, venha à tona. Até agora conseguiram mantê-la debaixo de sete chaves.

Documentos em poder da Polícia Federal, constantes de uma pasta amarela, de número 41, apreendida no escritório e na residência do doleiro Robert Muller, no Rio de Janeiro, provam que ele abriu uma conta secreta, de nome Bogard & Taylor, num banco no paraíso fiscal em Vaduz.

Segundo os documentos, o nome da conta teria sido escolhido por Inês Maria Neves Faria, mãe e sócia de Aécio Neves. Qual finalidade de uma conta de uma fundação dessa num paraíso fiscal?

Segundo reportagem da revista Época, https://goo.gl/KmunYw, a apreensão dos documentos comprobatórios da conta secreta foi realizada no dia 08 de fevereiro de 2007, numa operação da Polícia Federal. De lá para cá, o assunto dorme pesado sono nos arquivos do Ministério Público Federal.

O doleiro é um velho conhecido da Polícia Federal, processado por crimes contra o sistema financeiro e fraude cambial. Ele comandava uma das maiores redes bancárias clandestinas, nos anos 1990, no Rio de Janeiro, segundo a revista.

O país está parado há mais de dois anos enredado no golpe, agora nas mãos de um incompetente, rejeitado por cerca de 70% dos brasileiros, segundo pesquisas, prestes a ver seu arremedo de governo desabar. Um governo que só pensa em privatizar, subtrair direitos sociais e desfazer o que estava sendo feito.

Os investidores estão sem horizonte, arredios, enquanto a economia afunda e o desemprego dispara. Por mais que se anuncie a venda do patrimônio público, ninguém aposta uma pataca sequer no governo Temer. O risco Temer é o impasse.

Fonte/brazil247.com/ Laurez Cerqueira


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A agência do Banco do Brasil do município de Governador Eugênio Barros, distante 377 km deSão Luís, foi atacada por bandidos na madrugada deste sábado (22). Segundo informações de testemunhas, cerca de 12 bandidos encapuzados foram responsáveis pela ação. Eles estavam com armas de grosso calibre, como fuzis, escopetas e os explosivos utilizados na explosão de todos os caixas eletrônicos da agência.

Na fuga, o bando deixou para trás várias cédulas espalhadas pelo chão da própria agência e de ruas da cidade.

Não há informações de feridos nem de troca de tiros com policiais, pois a chegada dos militares se deu minutos depois de o grupo ter deixado à cidade.

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O Maranhão passou praticamente todo o mês de setembro sem registros de crimes desta natureza. Isto depois de uma série de ataques nos meses anteriores. De acordo com o Sindicato dos Bancários do Maranhão (Seeb-MA), o número de arrombamento de agências bancárias este ano superou as 37 ocorrências. Se forem considerados também assaltos e saidinhas bancárias, o sindicato contabiliza praticamente 50 ocorrências este ano.

Um dos ataques mais violentos foi no dia 15 de fevereiro, na cidade de Colinas. Os bandidos fizeram reféns e um dos tiros disparados atingiu uma mulher, que morreu no local.

Fonte /Jornal Pequeno

 


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O prazo para a nomeação e informação das comissões de transição nos municípios Maranhenses poderia começar desde o dia 4 de outubro de 2016. Os prefeitos que foram eleitos no dia 2 de outubro, desde o último dia 4 se quisessem e não tivessem duvidas na escolha de nomes para compor o secretariado poderiam desde então nomear as suas comissões para trabalhar na transição.

Para  isso, o governo estadual editou a Lei nº 10.219/2015, de 31 de março de 2015, que Institui a Transição Republicana de Governo, dispõe sobre a formação da equipe de transição, define o seu funcionamento e dá outras providências.  Mas, estranhamente o alerta da Associação dos Prefeitos do Maranhão para que os novos eleitos fiquem atentos em nomear as suas equipes de transição o mais rápido possível, para detectar em que situação vai receber os municípios que vão governar a partir do dia 1º de janeiro de 2017, não tem surtido efeito pelo menos aqui em Pinheiro, porque supostamente os cofres das secretarias da Prefeitura devem estar abarrotados de lixo financeiro exceto a matéria prima limpa, desviada e conduzidos para galpões secretos… Se a transição não se inicia ou alguém foge da Lei, de quem é a culpa: do que vai entrar ou de quem está saindo?

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O objetivo da transição é inteirar a comissão sobre o funcionamento dos órgãos e das entidades das administrações pública municipal e preparar os atos de iniciativa do novo Prefeito Municipal, a serem editados imediatamente, com o objetivo ente após a posse. Assim a equipe de transição terá pleno acesso as informações relativas às contas públicas, aos programas e aos projetos do Governo Municipal.

Não existe mistério na formação de uma equipe de transição. Uma equipe de transição é composta de um coordenador a quem compete requisitar informações dos órgãos e das entidades da administração pública, sendo que os titulares dos órgãos e da administração pública ficam obrigados a fornecer as informações solicitadas pelo coordenador da equipe de transição, bem como a prestar-lhe o apoio técnico e administrativo necessário. VEJAM O QUE DIZ A CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DO MARANHÃO NO SEU ARTº 156, paragrafo único.

CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DO MARANHÃO

Seção IV

Do Poder Executivo Municipal

 Art. 155. O Poder Executivo Municipal é exercido pelo Prefeito, auxiliado pelos Secretários do Município.

Art. 156. O Prefeito e o Vice-Prefeito, eleitos para um mandato de quatro anos, serão empossados em sessão solene da Câmara Municipal, no dia 1º de janeiro do ano subsequente ao da eleição.

Parágrafo único.

No prazo de dez dias após a proclamação do resultado da eleição municipal pelo Juiz Eleitoral da respectiva Zona, o Prefeito Municipal deverá entregar ao sucessor, relatório da situação administrativa municipal, que conterá obrigatoriamente: I – relação das dívidas do Município por credor, com as datas dos respectivos vencimentos; II – medidas necessárias à regularização das contas municipais junto ao Tribunal de Contas do Estado e da União, referentes a processos que se encontram pendentes, se for o caso; III – situação dos contratos com empresas concessionárias de serviços públicos; IV – relação dos contratos para execução de obras já em andamento ou apenas formalizados, informando o que foi realizado e pago, bem como o que há para realizar e pagar referente aos mesmos; V – transferências a serem recebidas da União e do Estado, referentes a convênio; VI – relação dos servidores municipais efetivos e comissionados com a respectiva lotação e remuneração.

Então porque tanto mistério na formação da equipe de transição? Essa é a pergunta da hora que mais se escuta nos quatro cantos de Pinheiro. Agora… A pensar da forma em que o blog do Paulinho Castro descreveu em sua matéria de ontem sexta-feira, 21 de outubro de 2016, DE OLHO NOS POLÍTICOS / Luciano, Genésio ou Stélio ?  ( A coisa não tá solta, a coisa tá é feia…)

Em um dos textos da sua matéria o blog tece criticas aos novos eleitos e diz que não sabe quem de fato será o próximo prefeito de Pinheiro e que a duvida paira em quem realmente mandará no governo, haja vista que o vice Stélio vem propagando por onde passa que tem experiência administrativa e esse conhecimento falta a quem de direito deve administrar o município.

E como num pasmem bem descritivo, o blog manda mais:

1-(Reúne-se com vereadores e diz que seu desejo é fazer a câmara, mesmo tendo apenas 3 dos 15 vereadores. Genésio vai para a sua TV e para as rádios e diz: Eu vou fazer isso, eu vou fdo grupo de aliados, são as mais absurdas possíveis e ninguém, nem os que se dizem secretários e são muitos, sabem quem de fato, se serão alguma coisa ou não. Resumo da ópera: Ninguém sabe de nada. Luciano foi embora para Brasília e deixou o resto pra trás. A lista de secretários que rola na cidade é uma calamidade. Outros já dizem que tudo virá de São Luís. A posta que rola em Pinheiro é: “Quanto tempo essa uniãoazer aquilo! Quem não disse até agora o que vai fazer é Luciano Genésio! Nem a comissão de transição; vejam bem, pedida pelo prefeito Filuca ele foi capaz de indicar. )

2-(A especulações dentro do grupo de aliados, são as mais absurdas possíveis e ninguém, nem os que se dizem secretários e são muitos, sabem quem de fato, se serão alguma coisa ou não. Resumo da ópera: Ninguém sabe de nada. Luciano foi embora para Brasília e deixou o resto pra trás. A lista de secretários que rola na cidade é uma calamidade. Outros já dizem que tudo virá de São Luis. A posta que rola em Pinheiro é: “Quanto tempo essa união de Luciano com Stélio vai durar, 2, 3, 4 meses. Apostas abertas…

Nosso Blog- Até o fechamento das apostas propagadas estamos no posicionamento a deriva, para escapar da ventania do furacão STÉLIO que poderá causar uma tragedia na administração do municipio mesmo antes da transição.

Avaliando as situações descritas no Blog do Paulinho Castro , e a  indefinição sobre quem será o novo prefeito de Pinheiro se Luciano ou Stélio a partir de 2017, afirmamos ser essa uma ação duvidosa que  prejudica o processo de transição de mandato. Vamos aguardar os acontecimentos. ESTAMOS DE OLHO


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Nesta sexta feira 21/10/201  nas primeiras horas da manhã, o corpo da mulher de nome ANA DOLORES CANTEIROS RIVEROS, (32 anos) de origem Colombiana , representante e vendedora de maquinas e roçadeiras  foi localizado por moradores  da localidade Iriri, municipio de Pinheiro-MA . Segundo informações do site Jornal Ação Turilândia, ela foi supostamente sequestrada na quarta feira (19/10) , em Santa Helena ou Turilândia, baixada ocidental maranhense. A policia já tinha empreendido diligência em busca da sua localização sem obter exito. O corpo foi encaminhado para o Hospital Antenor Abreu/Pinheiro-Ma  , onde será realizado a autópsia para descobrir a “morte” da jovem. O caso está sendo investigado pelas policias Civil  e Militar do 10º BPM/Pinheiro.

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Mais uma pessoa indefesa que é morta pela bandidagem, que segundo diz a população;  o crime ostenta poderes na baixada ocidental maranhense.

 

 

 

 


Viaturas da Polícia Federal foram estacionadas na entrada do Congresso (Foto: Elielton Lopes)

Viaturas da Polícia Federal foram estacionadas na entrada do Congresso (Foto: Elielton Lopes)

Chefe de polícia do Senado teria ajudado Sarney, Collor e Lobão.
Foram expedidos 4 mandados de prisão temporária e 5 de busca e apreensão.

A Polícia Federal prendeu, na manhã desta sexta-feira (21), quatro policiais legislativos suspeitos de prestar serviço de contrainteligência para ajudar senadores investigados na Lava Jato e em outras operações. A suspeita é que esses policiais faziam varreduras nas casas dos políticos para, por exemplo, identificar e eliminar escutas instaladas com autorização judicial.

A operação se baseou no depoimento de um policial legislativo. Ele relatou à Procuradoria Geral da República que o chefe da polícia do Senado teria realizado medidas de contrainteligência nos gabinetes e residências dos senadores Fernando Collor de Mello(PTC-AL), Edison Lobão (PMDB-MA) e do ex-senador José Sarney (PMDB-AP), que foi presidente do Senado.

O G1 busca contato com as assessorias dos três políticos.

A prisão dos quatro policiais suspeitos é a temporária, com prazo definido para terminar. Um dos presos é Pedro Ricardo Araújo Carvalho, chefe da polícia legislativa. Foram expedidos ainda cinco mandados de busca e apreensão e quatro de afastamento de função pública. Os policias legislativos são servidores do Congresso que atuam na segurança no prédio.

“Foram obtidas provas de que o grupo, liderado pelo diretor da Polícia do Senado, tinha a finalidade de criar embaraços às ações investigativas da Polícia Federal em face de senadores e ex-senadores, utilizando-se de equipamentos de inteligência”, afirmou a Polícia Federal em nota sobre a operação.

De acordo com o Ministério Público Federal, que atuou em parceira com a PF nesta sexta, não há mandados contra políticos nem foram realizadas buscas em gabinetes de parlamentares no Congresso.

Os mandados da operação desta sexta foram autorizados pela Justiça Federal do DF, a pedido do Ministério Público Federal no DF.

Entrada do espaço onde fica lotada a Polícia Senado, no Congresso Nacional (Foto: Elielton Lopes/G1)Entrada do espaço onde fica lotada a Polícia Senado, no Congresso Nacional (Foto: Elielton Lopes/G1)

Histórico
A polícia legislativa já esteve no centro de uma polêmica com a Polícia Federal por causa da Operação Lava Jato. Em julho de 2015, policiais do Senado tentaram impedir o cumprimento de um mandado de busca e apreensão no apartamento funcional do senador Fernando Collor (PTC-AL).

Na ocasião, a Polícia Legislativa do Senado e a Advocacia-Geral do Senado disseram que a PF havia descumprido resolução da Casa ao entrar em um apartamento funcional de senador.

Na nota em que explica a operação desta sexta, a PF afirma que, em um dos eventos que evidenciaram a ação da polícia legislativa para “embaraçar” as investigações, o “diretor da Polícia do Senado ordenou a prática de atos de intimidação à Polícia Federal, no cumprimento de mandado expedido pelo Supremo Tribunal Federal em apartamento funcional de senador”.

Ana Paula Andreolla e Mariana OliveiraDa TV Globo, em Brasília


Eduardo Cunha almoçou com garfo e faca de plástico na cadeiaSuellen Lima/20.10.2016/Framephoto/Estadão Conteúdo

Mais novo prisioneiro da Lava Jato na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ)almoçou na quinta-feira (20) arroz, feijão e macarrão na marmita. Usou garfo e faca de plástico. Acostumado a tomar vinhos caros — conforme consta dos lançamentos em seu cartão de crédito —, tomou suco concentrado.

No primeiro dia de custodiado, por ordem do juiz federal Sérgio Moro, Cunha recebeu advogados. O ex-presidente da Câmara, cuja prisão provocou apreensão no mundo político por causa de uma eventual delação, passou isolado sua primeira noite na cadeia em uma cela de 12 metros quadrados, sem acesso aos colegas de cárcere.

Preso em Brasília, Cunha chegou à Superintendência da PF, em Curitiba, às 17h de quarta-feira (19). “Ele está bastante tranquilo. Os advogados vinham trabalhando há algum tempo, todos os cenários eram possíveis e vão ser tomadas todas as medidas para se combater a decisão [de prisão]”, disse Marlus Arns, advogado recém-contratado pelo peemedebista.

Rotina

Na quinta-feira (20), às 9 horas, Cunha foi levado ao Instituto Médico-Legal para exame, procedimento usual. Escoltado por policiais encapuzados e armados, o deputado cassado, ao deixar o IML, reclamou. “É um absurdo”, disse ao ser questionado por jornalistas sobre sua prisão.

Na carceragem, o ex-parlamentar foi mantido separado — até no banho de sol — de outros presos da Lava Jato, como o doleiro Alberto Youssef e o empreiteiro Marcelo Odebrecht.

No “serviço de quarto” da carceragem estão incluídos ainda café com leite e pão com manteiga. Na cela, ele dispõe de uma cama de concreto e colchonete, privada e pia de metal.

‘Sem chão’

A prisão de Cunha deixou sua família em estado de choque, de acordo com relatos de antigos aliados do peemedebista que falaram com sua mulher, a jornalista Cláudia Cruz, e a filha dele, Danielle Dytz da Cunha. Segundo eles, as duas choram e dizem estar desesperadas com a prisão.

Cláudia e Danielle também são alvo da Operação Lava Jato e estão na mira do juiz Moro. Amigos de Cunha dizem acreditar que uma eventual prisão das duas poderia acelerar as negociações para um acordo de delação premiada.

“Elas estão sem chão, sozinhas no mundo. Perderam tudo”, afirmou um aliado de Cunha.

Conteúdo/ ESTADÃO


DATA – 19/10/2016

Segundo Othelino Neto, encontrar uma mácula em Edivaldo Holanda Júnior, no que diz respeito à forma transparente com que trata os recursos públicos, ninguém conseguiu até agora

O deputado estadual Othelino Neto (PCdoB) registrou, na sessão desta quarta-feira (19), que o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr (PDT), candidato à reeleição, nunca teve contra a sua administração nenhuma comprovação de ilicitudes, nenhuma denúncia embasada de corrupção. Ele destacou a transparência das ações da atual gestão em tempos de criminalização da política.

De acordo com Othelino Neto, não há nada que manche a administração do prefeito Edivaldo Holanda Jr nesses quase quatro anos de gestão. “Estamos há 11dias das eleições, e o prefeito da capital nunca teve contra si uma única comprovação ou denúncia embasada de corrupção, de desvio de recursos do município. Isso é algo raro ainda. Mas no momento em que se avizinha a eleição e se radicalizam as tensões, as paixões vão aumentando e o clima fica mais acalorado”, disse o deputado.

Segundo Othelino Neto, encontrar uma mácula em Edivaldo Holanda Júnior, no que diz respeito à forma transparente com que trata os recursos públicos, ninguém conseguiu até agora. “O que prova que o prefeito é um gestor probo, sério e que aproveita os recursos que já são reduzidos e que diminuíram, ainda mais, com a crise pela qual passa o país, para investir naquilo que a cidade realmente merece, combatendo o desperdício, a corrupção”, comentou.

Para o deputado, Edivaldo Holanda Júnior vai completar o seu primeiro mandato e, pela vontade do povo de São Luís e com a bênção de Deus, será reeleito sem uma denúncia de corrupção contra sua administração. De acordo com o parlamentar, assim, ele cumpre o seu dever e, ao mesmo tempo, dá uma lição de que é possível governar prezando pelo cumprimento da legislação.

“Nesse sentido, achei importante deixar registrado este episódio. Não raro, numa etapa dessas, já seriam muitas as denúncias contra o prefeito, mas Edivaldo Holanda Júnior consegue passar, neste momento de criminalização excessiva da política, como um gestor que combate o desperdício de recursos públicos e, principalmente, a corrupção”, frisou Othelino.

Política e criminalização

Na tribuna, Othelino disse ainda que a tentativa de criminalizar, excessivamente, a política, de desqualificar os políticos e de colocar  todos numa vala comum para ter o desprezo da sociedade, isso não faz bem para a democracia, é ruim para a sociedade porque não se pode conceber uma democracia forte e segura sem que os políticos sejam respeitados.

“Existem maus políticos? Sim. Mas há muitos bons políticos, dentre os quais boa parte deles está aqui neste plenário. Eu acho que o que está acontecendo no país, isto é, as apurações, as investigações, as punições merecem o nosso aplauso, mas essa tentativa de criminalizar a política e de execrar os políticos, ela não faz bem para o Brasil”, finalizou o deputado.


Eduardo Cunha. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Eduardo Cunha. Foto: Dida Sampaio/Estadão

A prisão foi decretada no âmbito da Operação Lava Jato, informou a Polícia Federal

Ricardo Brandt, Fausto Macedo, Julia Affonso, Mateus Coutinho e Fábio Serapião

19 Outubro 2016 | 13h35

O presidente cassado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi preso nesta quarta-feira, 19, em Brasília. O ex-deputado foi capturado preventivamente perto do prédio dele, na Asa Sul, em Brasília, por ordem do juiz federal Sérgio Moro.

O magistrado acolheu os argumentos da força-tarefa da Procuradoria da República de que Eduardo Cunha em liberdade representa um ‘risco para a instrução do processo e para a ordem pública’. A ordem do juiz foi dada nesta terça-feira, 18.

A prisão foi decretada no âmbito da Operação Lava Jato, informou a Polícia Federal. O ex-deputado será levado para Curitiba, base da Lava Jato, até o final da tarde. Por volta das 13h40, Eduardo Cunha foi levado para o hangar da Polícia Federal, em Brasília, para embarque a capital paranaense.

CUNHA1 BSB DF 19/08/2015 NACIONAL EDUARDO CUNHA/CLAUDIA CRUZ O presidente da Camara dos Deputados, Eduardo Cunha ao lado da sua esposa Claudia Cruz, na Camara dos Deputados.FOTO:DIDA SAMPAIO/ESTADAO

Segundo a PF, a previsão de chegada do ex-deputado a Curitiba é entre 17h e 18h.

A investigação contra Eduardo Cunha sobre contas na Suíça abastecidas por propinas na Petrobrás estava sob responsabilidade do Supremo Tribunal Federal (STF). Cassado pela Câmara, o peemedebista perdeu o foro privilegiado perante a Corte máxima.

Os autos foram deslocados, então, para a 13ª Vara de Curitiba, base da Lava Jato. Na segunda-feira, 17, Moro intimou Eduardo Cunha para apresentar sua defesa prévia em ação penal que atribui ao ex-deputado US$ 5 milhões nas contas secretas que ele mantinha na Suíça.

A mulher de Eduardo Cunha, Cláudia, também é acusada na Lava Jato. Mais de US$ 1 milhão da propina que o peemedebista teria recebido sobre contrato da Petrobrás no campo petrolífero de Benin, na África, foram gastos por ela em compras de luxo na Europa, segundo os investigadores. Cláudia adquiriu sapatos, bolsas e roupas de grife na França, Itália e em outros países europeus.

Denúncias. A primeira denúncia contra Cunha veio em agosto de 2015, e acusa o parlamentar de corrupção e lavagem de dinheiro por ter recebido ao menos US$ 5 milhões em propinas referentes a dois contratos de construção de navios-sonda da Petrobrás.

Por unanimidade, o Supremo aceitou a acusação em março deste ano e tornou Cunha o primeiro político réu na Lava Jato. Nesta denúncia ele responde por corrupção e lavagem de dinheiro.

No mesmo mês, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou a segunda denúncia contra o peemedebista, desta vez por manter contas não declaradas no exterior utilizadas para receber propina, também no esquema de corrupção na Petrobrás. A denúncia teve origem na investigação da Suíça que, graças a um acordo de cooperação internacional, foi encaminhada ao Brasil para que o político pudesse ser processado no País.

Mais uma vez por unanimidade, o Supremo aceitou a acusação contra o parlamentar, que passou a responder novamente por corrupção, lavagem e, pela primeira vez, por evasão de divisas.

Em 10 de junho deste ano, Janot apresentou a terceira denúncia contra o peemedebista, desta vez por suspeita de desviar dinheiro do Fundo de Investimentos do FGTS (FI-FGTS) nas aplicações que o fundo fazia em obras. A acusação tem como base a delação premiada do ex-vice-presidente da Caixa Fábio Cleto e descreve em detalhes o suposto esquema ilegal instalado no banco público.

Conforme o procurador-geral, Cunha solicitava propina de grandes empresas para que Cleto viabilizasse a liberação de recursos do FGTS. O caso está sob sigilo na Corte e aguarda uma decisão do plenário do Supremo Tribunal Federal que não decidiu ainda se aceita a denúncia.

Fonte /Estadão