No total foram 86 crimes cometidos por prefeitos e ex-prefeitos no Maranhão

Setenta e quatro prefeitos e ex-prefeitos foram condenados pelo Tribunal de Justiça Maranhão (TJMA), de janeiro de 2012 a dezembro de 2015, por envolvimento em algum tipo de crime no exercício do cargo.

As penas aplicadas incluem cassação de mandato, bloqueio de repasses estaduais e federais; detenção em regime aberto, convertida em prestação de serviços à comunidade; afastamento; pagamento de multa de cinco vezes o valor da remuneração; e a inabilitação ao exercício de cargo ou função pública pelo prazo de cinco anos.

Entre os crimes que levaram os prefeitos e ex-prefeitos à condenação constam atraso ou fraude na prestação de contas, lesão ao erário, desvio de verbas, falsidade ideológica, contratação de servidores sem concurso, fraude em licitações, falta de comprovação de aplicação de recursos do Fundo Municipal de Saúde (FMS), má aplicação dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB), fragmentação de despesas e dispensa irregular de licitações.

Pelo levantamento do TJMA, foram condenados, em 2012, os prefeitos Raimundo Galdino Leite (São João do Paraíso), Mercial Lima de Arruda (Grajaú), João Batista Freitas (São Vicente Férrer), Agamenon Lima Milhomem (Peritoró), Lenoílson Passos da Silva (Pedreiras), Antonio Marcos de Oliveira (Buriticupu), Lourêncio de Moraes (Governador Edison Lobão), Rivalmar Luís Gonçalves Moraes (Viana), Cleomaltina Moreira (Anapurus), Socorro Waquim (Timon), José Ribamar Rodrigues (Vitorino Freire), Manoel Mariano de Sousa, o Nenzin (Barra do Corda), João Alberto Martins Silva (Carolina), José Francisco dos Santos (Capinzal do Norte) e Ilzemar Oliveira Dutra (Santa Luzia).

Na lista constam ainda os ex-prefeitos Raimundo Nonato Jansen Veloso (Pio XII), José Reinaldo Calvet (Bacabeira), Francisco Rodrigues de Sousa (Timon) e Jomar Fernandes (Imperatriz), além de Glorismar Rosa Venâncio, a Bia Venâncio (Paço do Lumiar) e Francisco Xavier Silva Neto (Cajapió), que foram cassados por improbidade administrativa.

A relação de gestores e ex-gestores que sofreram condenação, em 2013 é formada por Francisco Xavier Silva Neto (Cajapió), Deusdedith Sampaio (Açailândia), Ademar Alves de Oliveira (Olho D’água das Cunhãs), José Vieira (Bacabal), Francisco Rodrigues de Sousa, o “Chico Leitoa” (Timon), Cláudio Vale de Arruda (Formosa de Serra Negra), Ilzemar Oliveira Dutra (Santa Luzia), Maria José Gama Alhadef (Penalva), Raimundo Nonato Jansen Veloso (Pio XII) e Francisco das Chagas Bezerra Rodrigues (Riachão).

Os condenados em 2014 são Atenir Ribeiro Marques (Alto Alegre do Pindaré), Marcos Robert Silva Costa (Matinha), Antonio Reinaldo Sousa (Passagem Franca), Raimundo Nonato Borba Sales (Cantanhede), Jomar Fernandes (Imperatriz), Manoel Albino Lopes (Altamira do Maranhão), Nerias Teixeira de Sousa (São Pedro da Água Branca), José Miranda Almeida (Brejo de Areia), Alcir Mendonça da Silva (Zé Doca), Adail Albuquerque de Sousa (Montes Altos), Glorismar Rosa Venâncio (Paço do Lumiar), Antonio de Castro Nogueira (São Domingos do Maranhão), Aluísio Holanda Lima (Olho D´Água das Cunhãs) e Francisco Alves de Holanda (João Lisboa).

Formam a lista de condenados de 2015 os prefeitos João Cândido Carvalho Neto (Magalhães de Almeida), Cleomaltina Moreira Monteles (Anapurus) e Gleide Lima Santos (Açailândia); e os ex-prefeitos Jânio de Sousa Freitas (Trizidela do Vale), Benedito Francisco da Silveira Figueiredo, o Biné Figueiredo (Codó), Francisco Rodrigues de Sousa, o Chico Leitoa (Timon), Jonatas Alves de Almeida (São Francisco do Maranhão), Tadeu Palácio (São Luís), Ilzemar Oliveira Dutra (Santa Luzia), Ivaldo Antonio Cavalcante (Rosário), José Cardoso da Silva Filho (São Domingos do Azeitão), Sebastião Fernandes Barros (São Domingos do Azeitão), José Nilton Marreiros Ferraz (Santa Luzia do Paruá), Mábenes Fonseca (Paço do Lumiar), Maria José Gama Alhadef (Penalva), Nauro Sérgio Muniz Mendes (Penalva), Manoel Albino Lopes (Altamira do Maranhão), José Miranda Almeida (Brejo de Areia), Juscelino Martins de Oliveira (Formosa da Serra Negra), Rivalmar Luis Gonçalves Moraes (Viana), Lourival de Nazaré Vieira Gama (Penalva), João Batista Freitas (São Vicente de Férrer), Ildézio Gonçalves de Oliveira (São Pedro da Água Branca), Dirce Maria Coelho Xavier Araújo (Timbiras), Carlos Gustavo Ribeiro Guimarães (Nova Iorque), Coriolano Almeida (São Bernardo), Luiz Feitosa da Silva, o Luiz do Cinema (Governador Luiz Rocha) e José Reinaldo Silva Calvet (Bacabeira).

 


brasao pinheiro

Outubro nunca será apenas rosa. O décimo mês do ano, este diferente de outros terá neste ano acrescentado por decreto instituído pelo povo a insígnia do verde esperança , passando a se chamar “OUTUBRO  VERDE ROSA “ também dedicado à luta contra o câncer ADMINISTRATIVO DO EXECUTIVO MUNICIPAL EM PINHEIRO  e outras cidades do Maranhão que desde meninas vem sofrendo de um mal cancerígeno tipo o hepatoblastoma , metastático originário do diagrama político Pinheirense. (entenda rsrsrsr)

Já que estamos todos voltados para as eleições outubro /2016, missão muito difícil de “escolher” um candidato que possa trazer benefícios concretos ao povo sempre esperançoso de um futuro melhor para a nossa cidade, na escolha de um prefeito que alivie as tetas doentias da prefeitura de Pinheiro e das cidades onde vivemos , para isso vamos  colocar a barba de molho visando numa ação de prevenção combater desde logo os males da corrupção, compra de votos e a mão amiga do toma lá da cá que são as formas mais conhecidas na política de enganação das populações no Brasil.

Lembrem-se   que após eleitos, as promessas quais muitas, tornam-se esquecidas ou vão morrer arquivadas porque o  que era algo prioritário vira algo secundário, fato que certos políticos ao chegar lá não cumprem com a ordem e leis e nem pensam no progresso esperados e prometidos à população que os elege.

No Brasil e especialmente em Pinheiro -Ma, grande parte dos políticos não se conscientizam de que foram escolhidos e eleitos para um compromisso simplesmente básico e responsável  como sejam :Dirigir com lisura expandindo melhorias por todos os setores da sua administração, as mais possíveis e desejáveis como sendo- SAÚDE, EDUCAÇÃO, SEGURANÇA, SOCIAL, ECONOMIA, INFRA-ESTRUTURA etc. Visto por todos  na concepção do eleitor e da população como num todo. Foram eleitos para estas missões. Muito embora, investidos no cargo mudam tudo a começar pelas prioridades, datas e metas a serem atingidas,tornando assim inviável no credenciamento da confiabilidade a toda conjuntura de sua administração(s)

A razão para a MUDANÇA que tanto propagam por aí é muito simples, basta que: Em parte, deveriam  se conscientizar de que foram escolhidos para um compromisso básico e responsável –

CONVENHAMOS SENHORES, 2016 PROMETE MAIS UMA VEZ !… E para quem acredita na facilidade do serei eleito, – Depoimentos, relatos e historias inspirados na confraria de alguns aliados dos candidatos na concha do já ganhou, tem que ser descartado porque para ser eleito pelo o mínimo egoísmo e orgulho de poucos, sinto o atrelamento e a desconfiança do tudo para si a cada candidato  e um  grupos  restritos.

É preciso que candidatos e aliados que tenham esse pensamento, saiba que o restante da população Pinheirense não se orgulha desse tipo de candidatura e que se eleito (s) juntamente com os representantes do Legislativo Municipal, foram eleitos para uma tarefa de suma importância, possível de ser concretizada somente através do bom senso administrativo e respeito por quem lhe instituiu no cargo(s) e que aos olhos dos eleitores possam se sentir orgulhosos realmente por serem merecedores da escolha.

E a escolhermos não percamos de vista o nosso compromisso na “VIGÍLIA”, assim devemos fazer para só então entendermos o compromisso firmado em campanhas por cada  candidato no “grande  palanque ” do aceita tudo no momento da pedida dos nossos votos.

Mas… Modéstia: Daqui para frente serei eu testemunha no momento da outorga do voto de cada cidadão ao candidato que for escolhido e que todas as ações se tornem grandiosas, maiores de qualquer titulo que os candidatos almejem. mas serei também eu ,o denunciante das más ações impetradas pelos corruptos e ou corruptores  se assim vier a acontecer..

AVANTE !!!

 

 


pOLICIA

Vítima contou à polícia que foi obrigada a usar drogas antes de ser abusada.
Caso foi registrado na delegacia especializada do bairro do Maiobão.

G1

Um caso de estupro foi registrado nas primeiras horas de 2016 no município de Paço do Lumiar (MA), Região Metropolitana de São Luís. A vítima, que não teve idade revelada, iria passar o Réveillon na orla, quando houve o crime.

Segundo consta na ocorrência nº 2/2016 da Polícia Civil do Maranhão, a vítima seguiria com a amiga, identificada apenas como Síria, para a casa da mãe. No caminho, as amigas desviaram a rota e seguiram para a casa de Síria, no Conjunto Paranã. No local, o companheiro de Síria, identificado apenas como Isaías, aguardava as duas.

A vítima contou à Polícia Civil que teria sido obrigada a usar drogas e abusada sexualmente, por volta de 1h30 da sexta-feira (1º).

O caso foi registrado na delegacia especializada do bairro do Maiobão. A vítima foi submetida a exame de corpo de delito.

Na manhã deste sábado (2), o G1 tentou localizar, sem êxito, o delegado Ricardo César Soares Garcês, que recebeu o caso, para saber sobre o andamento das investigações. A reportagem solicitou um posicionamento da Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), e aguarda retorno do órgão.


PERTO DE JOÃO DE DÃO IIOntem, sexta feira 01/01/2016 por volta das 21:o0 hs,  dois homens desconhecidos que pilotavam uma moto Titan cor verde, EXECUTARAM dentro da sua própria residencia na Rua trinta de março- Centro-Pinheiro-Ma, o elemento JOSEMIAS DE JESUS ROCHA 44 anos. O mesmo foi executado  a tiros com por três disparos de arma de fogo .

Segundo as investigações da policia local os assassinos tomaram rumo ignorado após o crime, dificultando a apreensão e o reconhecimento da identificação dos dois.

Varias rondas policiais estão sendo feitas pela cidade na tentativa  de capturar os autores do assassinato mas, até o momento sem exito.

 

 


VINICIUS III

O PROFESSOR VINICIUS SOARES VEIO A ÓBITO NA MANHÃ DESTA SEXTA FEIRA DESTE DIA   (01/01/2016) VITIMADO APÓS RECEBER UMA DESCARGA ELÉTRICA AO  LIGAR UM SOM EM SUA RESIDÊNCIA LOCALIZADA NO BAIRRO SANTA LUZIA DESTA CIDADE.

AS INFORMAÇÕES REPASSADAS POR POPULARES E AMIGOS DO PROFESSOR DISSERAM AO BLOG  QUE O MESMO COMEMORAVA A VIRADA  DE ANO  COM AMIGOS E FAMILIARES NO ENZO PARK –POVOADO DE PACAS, TENDO SOFRIDO O ACIDENTE AO CHEGAR EM CASA NESTA MANHÃ.

VINICIUS SOARES  FAZIA PARTE DO CORPO DOCENTE DA ESCOLA DR. RUFINO FERNANDES DO POVOADO DE PACAS / ANEXO DO ESCOLA UNGARELLI.

O PROFESSOR  QUE ERA MUITO QUERIDO POR COLEGAS DE PROFISSÃO E ALUNOS DEIXA UM GRANDE LEGADO PELO TRABALHO QUE EXERCIA COM MUITO AMOR AO MAGISTÉRIO.

O CORPO DO PROFESSOR VINICIUS ESTÁ SENDO VELADO NA RESIDENCIA DA SUA FAMÍLIA E SERÁ SEPULTADO NESTE SÁBADO (02/01/2016)

 



 

Velório e sepultamento de Marcos foi no Cemitério Cristo Rei (Foto: Eliete Marques/ G1)

Velório e sepultamento de Marcos foi no Cemitério Cristo Rei (Foto: Eliete Marques/ G1)

31/12/2015 16h38 – Atualizado em 31/12/2015 20h10  www.jgmoreira.com.br

Marcos Porto foi enterrado nesta quinta-feira (31), em Vilhena.
Presa em flagrante, ex assumiu crime e disse: ‘queria matar alguém’.

O jovem Marcos Catanio Porto, de 26 anos, assassinado a facadas pela ex-namorada na quarta-feira (30), foi enterrado nesta quinta-feira (31) no Cemitério Cristo Rei, em Vilhena (RO). Segundo a Polícia Civil, o homicídio aconteceu na casa da vítima, no momento que iria iniciar uma relação sexual com a ex-namorada, Vania Basílio Rocha. Mauricio Jacob, amigo de Marcos, que estava na residência, relembrou o momento do crime. “Ele morreu nos meus braços. ‘Ela é louca’ foram as últimas palavras dele. Perdi um irmão”, lamenta.

 A suspeita foi presa logo depois do crime. Na delegacia, Vania concedeu entrevista e assumiu que matou o ex a facadas (ouça o áudio ao lado). “Queria matar alguém. Não me arrependo. Fiquei olhando olho no olho até ele morrer”, revela.

No velório do amigo, Mauricio contou que na quarta-feira estava na casa de Tim, como Marcos é conhecido pelos amigos e familiares. Após chegar na residência, Vania foi para o quarto com Marcos. Depois de algum tempo, Mauricio e o irmão da vítima, Alberto Catanio Porto, de 28 anos, ouviram gritos de socorro.

“Arrombamos a janela, pois a porta estava fechada. Quando entramos, ele segurava o braço dela com a faca. Arranquei a faca da mão dela e joguei longe. Ela sumiu e o Tim foi caindo para trás, falando que ela era louca”, lembra Mauricio, emocionado.

Emocionado, Mauricio diz que Marcos morreu em seus braços (Foto: Eliete Marques/ G1)Emocionado, Mauricio diz que Marcos morreu em seus braços (Foto: Eliete Marques/ G1)

Após o crime, Vania se escondeu no banheiro, onde ficou até a chegada da Polícia Militar. A mulher foi presa em flagrante por homicídio qualificado, pois usou de meios que dificultaram a defesa da vítima, Segundo a Polícia Civil.

Saudades
Com ferimentos no braço, por ter quebrado a janela, Alberto fala da saudade do irmão. “Não dá para acreditar que isso aconteceu. Na hora que vi Marcos só pensei em socorrer meu irmão. Ela terá que prestar contas com Deus. É uma cena que nunca vou esquecer. Agora fica só a saudade e as lembranças boas”, lastima.

Marcos foi esfaqueado sete vezes pela ex, segundo funerária (Foto: Arquivo Pessoal)Marcos foi esfaqueado sete vezes pela ex, segundo
funerária (Foto: Arquivo Pessoal)

Conforme a família, Marcos trabalhava como editor de vídeo, mas atualmente recebia seguro desemprego. Ele morava sozinho em uma casa e Alberto morava nos fundos, no mesmo quintal. Segundo o irmão, em 2016 eles pretendiam voltar para a cidade de Pimenta Bueno (RO), onde moram o restante dos parentes.

Conforme a funerária, que acompanhou o exame do Instituto Médico Legal (IML), Marcos foi atingido por sete facadas, inclusive uma no pescoço. À Polícia Civil, Vania disse que deu uma primeira facada no pescoço, e depois desferiu outros golpes pelo corpo da vítima.

Revolta
Além da revolta pelo crime, familiares e amigos falam com indignação acerca de uma fotografia compartilhada em redes sociais. “É uma foto dele nu, todo ensanguentado. A família ficou chocada quando a viu. Teve até sites de notícias que a publicou. Só queremos respeito e lembrar dele vivo e feliz. Vamos tomar as providências para que isso não aconteça com outras famílias”, enfatizou a cunhada da vítima, Daiani Moreira.

Na delegacia, Vania diz que levou faca na bolsa para matar ex (Foto: José Manoel/ Rede Amazônica)Na delegacia, Vania diz que levou faca na
bolsa  (Foto: José Manoel/ Rede Amazônica)

Crime
Segundo a Polícia Civil, o crime aconteceu na casa da vítima, no momento que os dois iriam iniciar uma relação sexual. Enquanto estavam deitados na cama, a jovem pegou a faca que estava escondida dentro da bolsa e golpeou Marcos em várias partes do corpo, que não resistiu aos ferimentos. Em entrevista na delegacia, na quarta-feira, Vania confessou o crime.

Na manhã desta quarta-feira, Vania ligou para Marcos alegando que queria se despedir, pois iria embora para outro estado. Ela então colocou uma faca de cozinha dentro de uma bolsa e foi para a casa da vítima, que havia aceitado receber a visita. Na casa, o casal foi para o quarto e, durante as preliminares sexuais, esfaqueou o ex-namorado.

“Eu queria matar uma pessoa só, dos três. Eu tapei o olho dele. Aí peguei a faca e meti nele. Ele reagiu e veio para cima de mim e eu fui para cima dele também. Eu enforquei ele, e aí comecei a meter [facadas] em outras partes do corpo dele. Daí ele gritou socorro e a porta estava trancada. O irmão dele quebrou a janela. Quando o irmão dele entrou ele já estava quase morrendo. Fiquei olhando olho no olho até ele morrer”, narrou.

Algemada na delegacia, Vania relatou ao G1 que planejou o crime. Segundo ela, três nomes de possíveis vítimas foram colocadas em uma lista: um amigo, um ‘ficante’ e o ex-namorado. No entanto, Marcos foi o único que pode vê-la, pois os outros rapazes estavam com a família.

Investigação
Na ocasião, o delegado Fabio Campos resumiu o depoimento de Vania. “Ela diz que sentiu vontade de matar alguém e poderia ser qualquer um dos três. Disse que não usa drogas, e que nunca fez tratamento psiquiátrico. Observamos que ela tem traços de um sociopata”, explicou Campos.

Segundo a polícia, após passar por exame de corpo de delito, Vania foi levada para o presídio feminino de Vilhena, onde está a disposição da Justiça.


Crime aconteceu na casa do ex-namorado, em Vilhena (Foto: Rede Amazônica/ Reprodução)

Crime aconteceu na casa do ex-namorado, em Vilhena (Foto: José Manoel/ Rede Amazônica)

Em entrevista, mulher diz que não se arrepende do crime, em Vilhena.
‘Observamos que ela tem traços de um sociopata’, afirma delegado.

A vendedora Vania Basílio Rocha, de 18 anos, foi presa em flagrante após matar o ex-namorado a facadas nesta quarta-feira (30), em Vilhena (RO). Segundo a Polícia Civil, o crime aconteceu na casa da vítima, no momento que os dois iriam iniciar uma relação sexual. Enquanto estavam deitados na cama, a jovem pegou a faca que estava escondida dentro da bolsa e golpeou Marcos Catanio Porto, de 26, em várias partes do corpo, que não resistiu aos ferimentos. Em entrevista na delegacia, Vania confessou o crime. “Queria matar alguém. Não me arrependo. Fiquei olhando olho no olho até ele morrer”, revela.

Algemada na delegacia, Vania relatou ao G1que planejou o crime . Segundo ela, três nomes de possíveis vítimas foram colocadas em uma lista: um amigo, um ‘ficante’ e o ex-namorado. Na noite de terça-feira (29), ela entrou em contato com o amigo, mas ele estava na casa de um irmão, que mora longe da cidade. Já a outra pessoa com quem estava se relacionando, que seria a segunda vítima, estava com a família e não poderia vê-la.

Na manhã desta quarta-feira, Vania ligou para Marcos alegando que queria se despedir, pois iria embora para outro estado. Ela então colocou uma faca de cozinha dentro de uma bolsa e foi para a casa da vítima, que havia aceitado receber a visita. Na casa, o casal foi para o quarto e, durante as preliminares sexuais, esfaqueou o ex-namorado.

Na delegacia, Vania diz que levou faca na bolsa para matar ex (Foto: José Manoel/ Rede Amazônica)Na delegacia, Vania diz que levou faca na bolsa
para matar ex (Foto: José Manoel/ Rede Amazônica)

“Eu queria matar uma pessoa só, dos três. Eu tapei o olho dele. Aí peguei a faca e meti nele. Ele reagiu e veio para cima de mim e eu fui para cima dele também. Eu enforquei ele, e aí comecei a meter [facadas] em outras partes do corpo dele. Daí ele gritou socorro e a porta estava trancada. O irmão dele quebrou a janela. Quando o irmão dele entrou ele já estava quase morrendo. Fiquei olhando olho no olho até ele morrer”, narrou.

Após o crime, Vania conta que foi para o banheiro e a família do ex-namorado chamou a Polícia Militar. Ela contou que terminou o namoro há dois meses com Marcos, com quem namorou durante 9 meses. “Não me arrependo. Não sei se um dia vou me arrepender”, explica.

Investigação
De acordo com o delegado Fábio de Campos, a garota foi flagranteada por homicídio qualificado, pois usou de meios que dificultaram a defesa da vítima. “Ela diz que sentiu vontade de matar alguém e poderia ser qualquer um dos três. Disse que não usa drogas, e que nunca fez tratamento psiquiátrico. Observamos que ela tem traços de um sociopata”, explicou Campos.


othelino 6

Do: Reporter Tempo / Atualizado 31/12/2015 09h44 jgmoreira.com.br

Othelino Neto (PCdoB) teve desempenho positivo. Contrariando o deputado que fez dura oposição ao governo passado, o parlamentar comunista atuou no reverso da medalha, agora como governista na defesa. Fez a sua parte aprovando a ação governista e rebatendo os ataques da oposição, com pronunciamentos serenos, mas ferinos. Como vice-presidente, cumpriu a liturgia, comandando a Casa e as sessões com equilíbrio quando o presidente Humberto Coutinho teve de se ausentar.


othelino 6

Comando firme, surpresas, revelações, expectativas e frustrações marcaram o primeiro ano da nova Assembleia Legislativa

 

O primeiro ano da atual legislatura foi atípico na Assembleia Legislativa. Sob a presidência firme e politicamente ativa do deputado Humberto Coutinho (PDT), o parlamento estadual se movimentou quase sempre em sintonia com o Palácio dos Leões, repetindo as maiorias que apoiaram os governos nos últimos tempos. Renovada expressivamente nas eleições de 2014, a composição do Poder Legislativo estadual ganhou uma feição na qual formou uma maioria sólida para o governo estadual, alguns deputados independentes e uma oposição dividida em um bloco moderado uma facção muito agressiva. Nesse contexto, deputados atuaram de acordo com seus estilos, conhecimentos e posicionamentos políticos, tendo alguns se destacado, outros se revelado e um grupo maior se mantido numa linha sem muito destaque.

humberto 9O presidente Humberto Coutinho foi, de longe, a figura dominante do Legislativo estadual. Lastreado por uma larga experiência  como deputado estadual (cinco mandatos) e prefeito (dois mandatos), com vivência na situação e na oposição, Coutinho foi apontado presidente já ao longo da campanha de 2014, consolidando esse projeto imediatamente após a confirmação da eleição, e daí até a posse foi a figura dominante nos bastidores. Na presidência, Coutinho não decepcionou: comandou o plenário sem maiores problemas, intermediou pendências entre deputados e Poder Executivo, negociou soluções para crises e ameaças de crise, e fez interlocução permanente com o governador Flávio Dino (PCdoB). Sua atuação o tornou uma rara unanimidade num ambiente eminentemente político.

othelino 6Othelino Neto (PCdoB) teve desempenho positivo. Contrariando o deputado que fez dura oposição ao governo passado, o parlamentar comunista atuou no reverso da medalha, agora como governista na defesa. Fez a sua parte aprovando a ação governista e rebatendo os ataques da oposição, com pronunciamentos serenos, mas ferinos. Como vice-presidente, cumpriu a liturgia, comandando a Casa e as sessões com equilíbrio quando o presidente Humberto Coutinho teve de se ausentar.

Ao longo do ano, um grupo de deputados se destacou. Foram os “legisladores”, que além de terem ocupado a tribuna com muita frequência e cuidaram da articulação política. Foram eles:

eduardo 12Eduardo Braide (PMN) se consolidou como o deputado mais técnico da Casa, resultado do seu empenho em estudar a Constituição e o Regimento Interno do Legislativo; funcionou também com muita eficiência como articulador, sendo uma das referências políticas, tendo demonstrado suas habilidades nos debates que travou nas comissões e no plenário; e, finalmente, foi reconhecido como deputado produtivo, tendo aprovado vários projetos de lei, o que o coloca entre os deputados mais destacados do ano.

marco aurélioMarco Aurélio (PCdoB) surpreendeu, tanto como deputado conhecedor das regras e dos ritos do Legislativo, experiência trazida da Câmara Municipal de Imperatriz, quanto como membro do grupo de apoio ao Governo Flávio Dino. Presidiu a Comissão de Constituição e Justiça com bom desempenho, como também se dedicou com afinco a defender o governo na tribuna e cobrar melhorias para a Região Tocantina, principalmente para Imperatriz. Mostrou afinidade com a Educação, fazendo intervenções corretas sobre o tema. Terminou o ano conceituado e lembrado para disputar a Prefeitura de Imperatriz.

adriano 1Adriano Sarney (PV) foi também uma revelação, atuando com o peso de ser o representante da nova geração política da família Sarney. Estreante, mostrou ter uma formação rica, com conhecimentos técnicos principalmente na área econômica. Oposicionista ferrenho, daqueles que não dá folga ao adversário, mostrou que pode fazer oposição de alto nível, sem agressões nem xingamentos, mas com argumentos. Bom orador, travou debates com parlamentares governistas, entre eles Eduardo Braide, Marco Aurélio e o líder Rogério Cafeteira. Fechou o ano como um político de futuro.

rogério cafe 1Rogério Cafeteira (PSC) teve muitas dificuldades para se ajustar ao papel de líder do Governo, apesar da sua clara capacidade de se movimentar nos bastidores. Essa dificuldade inibiu seu desempenho, que se limitou a dar respostas – às vezes com aspereza surpreendente – a deputados de oposição que atacaram o governo do PCdoB. Mas manteve o seu espaço no grupo dos “falcões” e soube controlar sua posição na bancada governista.

roberto 3Roberto Costa (PMDB) viveu um dos anos mais delicados da sua carreira, jogando com habilidade na condição de líder do bloco oposicionista, que desde logo se revelou dividido em três grupos. Com faro político apurado, percebeu desde logo que seria inócuo partir para um confronto aberto e direto com a “armada” governista. Com habilidade, se posicionou com firmeza quando precisou se posicionar, criticou o governo, mas reconheceu-lhe méritos, e dedicou grande parte da sua ação política a Bacabal, para onde transferiu seu domicílio eleitoral para disputar a Prefeitura.

Cinco deputados se destacaram pela sua ação política não tão vinculada a partidos ou grupos, pois atuaram com independência absoluta, se posicionando no contexto de acordo com seu entendimento do fato em questão, e assim fecharam o ano em alta: Foram eles: Wellington do Curso (PPS), Fábio Braga (PTdoB), Sérgio Frota (PSDB) e Júnior Verde (PRB).

WellingtondoCurso12Wellington do Curso (PPS) iniciou o mandato com um discurso estranho e mal dosado do menino pobre, filho de prostituta, que venceu na vida. Mas logo percebeu que essa linha de ação não funcionaria e sem perder tempo ajustou seu rumo e se transformou num deputado de tempo integral, chamando para si problemas comunitários que ninguém queria. Passou a se preocupar com a buraqueira nas ruas, a falta de água, a falta de luz elétrica, os problemas nas escolas de base, a insegurança, os problemas de trânsito, os problemas na saúde. Usou e abusou das audiências públicas e terminou o ano como o que mais ocupou a tribuna – até três vezes ao dia.

fábio bragaFábio Braga (PTdoB) fez de 2015 um ano de procura e descoberta, quando percebeu que perderia tempo se entrasse na refrega inócua do bate-rebate. Aos poucos, foi usando sua independência política para se firmar como parlamentar preocupado tanto com os problemas do campo quanto com os da cidade, fazendo abordagens sobre empreendedorismo, ocupação de mão de obra útil e importância do agronegócio e da pecuária, como  também da agricultura familiar; alertando para a qualidade de vida nas cidades e para a necessidade de os governos central e estadual se voltarem para esses aspectos da sociedade. Encerrou o asno com uma série de pronunciamentos oportunos nessas áreas.

sergio frotaSérgio Frota (PSDB) não teve participação integral na vida da Assembleia Legislativa em 2015, mas como parlamentar focado numa só atividade, o futebol, e mais especificamente o Sampaio Corrêa, foi muito ativo e bem sucedido na sua área. Em quase todas as vezes que ocupou a tribuna tratou exatamente do que lhe interessava: os desportos. Chamou a atenção do governo e dos políticos para a necessidade imperativa de ampliar e fortalecer as atividades desportivas nas escolas, defendeu programas nessa área e fechou o ano como um vencedor por ter comandado a campanha que manteve o “Mais Querido” entre os 10 melhores da 2ª divisão do futebol brasileiro.

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Júnior Verde (PRB) foi uma das boas revelações da nova Assembleia. Desde os primeiros momentos, mostrou que dedicaria o seu mandato a uma série de causas, entre elas a educação, a polícia e o setor pesqueiro. Longe do debate eminentemente político, ocupou a tribuna com muita frequência para defender categorias, para cobrar obras e recursos e para manifestar apoio ao governo, como para cobrar-lhe ação. Foi um dos deputados mais atuantes entre os estreantes na vida parlamentar.

edilázio 2Edilázio Jr. (PV) Foi um oposicionista duro e implacável com Governo Flávio Dino. Não fez, porém, dessa ação um mantra, mas quando se manifestou o fez com segurança, firmeza e habilidade, às vezes desafiando a bancada governista para o embate. Não se apresentou como um seguidor de Ricardo Murad – com quem inclusive teve divergências no governo passado -, tendo agido como um membro do grupo Sarney com voo próprio.

Os deputados experientes também deram o seu recado, mesmo envolvidos nas duas searas, a situação e a oposição.

cesar pires 2César Pires (DEM) se manteve numa linha de oposição moderada, se posicionando em relação a situações complicadas, pronunciando discursos às vezes duros, mas em nível elevado. Atualmente responde pela Ouvidoria da Assembleia Legislativa, órgão criado a partir de um projeto   que montou com o apoio do diretor de Comunicação, Carlos Alberto Ferreira. Tem mantido a fama de bom orador com bons momentos na tribuna.

stenio 1Stênio Resende (PRTB) viveu um ano de adaptação. Não fez parte do grupo que dá suporte ao governo, mas também não se engajou na oposição. Deputado experiente, que trabalha muitas bases no interior, Resende ocupou a tribuna várias vezes para elogiar medidas e ações do governador Flávio Dino, mas também criticou os movimentos de secretários, principalmente nas suas áreas de atuação.

rigo teles 1Rigo Teles (PV) é um dos cardeais do Legislativo estadual, já no 6º mandato e com larga experiência nas nuanças do Poder. Não abandonou o grupo político ao qual pertence, mas decidiu não fazer oposição ao governo. Tem brigado por recursos e obras para suas bases, principalmente para Barra do Corda, atacando, sempre que possível, seus adversários que hoje comandam a prefeitura cordina. Ocupou a tribuna com muita frequência para prestar contas das suas ações de fim de semana.

hemetério 1Hemetério Weba (PV) atua no mesmo cordão, politicamente distante do atual governo, mas apoiando as ações do governador Flávio Dino, também votando quase sempre de acordo com a orientação do Palácio dos Leões. Esteve em vias de deixar o PV, para, segundo especulações, ingressar  numa legenda governista, mas depois anunciou que não deixará partido, pelo qual deve disputar votos muncipais em outubro de 2016.

max 1Max Barros (PMDB), mesmo com a sua experiência parlamentar de vários mandatos, teve atuação discreta, ainda que conseguindo se destacar em alguns momentos com discursos fortes e bem situados, como o que fez em defesa da Refinaria Premium, entre outros temas. Situado na oposição, foi equilibrado, sem no entanto baixar a guarda. Nos bastidores correu a informação de que ele deixará o PMDB para ingressar numa outra legenda ligada ao grupo Sarney, mas a especulação não se confirmou.

antonio pereira 1Antonio Pereira (DEM) teve uma atuação também discreta, sem estridência. Situado na oposição, se posicionou sem festa nem zanga em relação ao Governo Flávio Dino. Em momentos decisivos votou apoiando propostas do governo, mas sem integrar a bancada governista. Dedicou parte do seu temo neste ano tentando evitar um confronto entre índios e fazendeiros na região Sul do Maranhão.

 

cutrim depRaimundo Cutrim (PCdoB) iniciou o novo mandato sem muito entusiasmo, às vezes passando a impressão de estar insatisfeito com o governo. Dedicou alguns dos seus poucos pronunciamentos ao ex-secretário de Segurança Pública e hoje deputado federal Aluísio Mendes, principalmente em relação ao assassinato do jornalista Décio Sá, afirmando que o resultado das investigações feitas pelo ex-secretário é fruto de pressão e fraude. Sempre que fala em segurança pública faz duros ataques à ex-governadora Roseana Sarney (PMDB).

O plenário da Assembleia Legislativa foi ocupado por seis mulheres – quatro experientes e duas iniciantes – que fizeram, cada uma à sua maneira, a sua parte no compromisso parlamentar. Foram elas:

andrea 6Andrea Murad (PMDB) Foi, de longe, o maior destaque na seara oposicionista. Ocupou quase que diariamente a tribuna com um só objetivo: atacar, com críticas e denúncias, o governador Flávio Dino, seus secretários e sua gestão. Focou principalmente na área da saúde, cumprindo o objetivo de exaltar as realizações do seu pai, o ex-secretário de Estado da Saúde e deputado estadual Ricardo Murad. Foi aplaudida por muitos, mas também sofreu duras críticas por esse atrelamento. Fechou o ano em meio a muitas controvérsias, mas como a grande  controvertida, estrela do Palácio Manoel Bequimão.

Graça Pazgraça paz (PSL) manteve a linha de ação de outros mandatos, primando pela eficiência e por temas relacionados com o dia a dia das pessoas. Um desses momentos foi um discurso que fez em junho, quando reclamou da indiferença dos deputados estaduais para a crise econômica e política que se abateu sobre o país, convocando todos eles para entrar no grande debate político nacional. Fez outras intervenções importantes e se licenciou. Atuou como deputada independente.

valéria macedo 1Valéria Macêdo (PDT) foi integrante destacada da base governista, embora sua atuação parlamentar tenha tido, como nos outros mandatos, uma forte conotação social e, em alguns momentos, com traços corporativos – ela sempre defende os interesses dos profissionais da Enfermagem. No início do novo mandato, fez o dever de casa cobrando melhorias para a Região Tocantina, que representa, e debateu temas sociais fortes, inclusive com a sociedade em várias audiências púbicas que promoveu.

francisca primo 1Francisca Primo (PT) repetiu no primeiro ano o desempenho de outros anos, com um mandato reconhecido como eficiente. Sem fazer alarde, ocupa a tribuna com frequência para destacar uma data importante, para enfatizar um ou outro movimento social voltado para mulheres, crianças e pessoas necessitadas. Parece tímida, mas é muito ativa. Comandou uma das mais importantes audiências públicas do ano na Assembleia Legislativa, a que discutiu a reforma política.

ana do gás 2Ana do Gás (PRB) chegou à Assembleia Legislativa embalada por uma votação surpreendente, viveu o primeiro ano como o de aprendizado. Logo nas primeiras semanas, se movimentou como se quisesse resolver tudo de uma só vez, mas logo se deu conta de que no exercício do mandato a realidade é bem diferente. Inteligente e antenada, integra a base do Governo e, discretamente, tem feito um trabalho de base, preparando terreno para os próximos tempos. Tem sde esforçado muito para apoiar o município de Santo Antonio dos Lopes, sua principal base política e eleitoral.

nina melo 1Nina Melo (PMDB) fez um primeiro ano de mandato de maneira muito tímida. Fez poucos pronunciamentos e evitou o debate em plenário. Na oposição, não atuou fortemente contra o governo, tendo inclusive votado a favor de todas as proposições governistas. Atuou como se estivesse se preparando. Ha quem diga que sua maneira calma de atuar é uma questão de temperamento que se ajusta à sua ciodição de médica por profissão, seguindo os caminhos do pai, o ex-deputado e presidente Arnaldo Melo, atual diretor executivo da Fundação Nacional de Saúde.

O plenário da Assembleia Legislativa abrigou também um grupo de deputados que, sem ter nada a ver um com o outro, atuaram numa linha comum: com visão regional e, em alguns casos, corporativa. Foram eles:

alexandre almeidaAlexandre Almeida (PSD) Com a experiência do mandato anterior, focou sua ação parlamentar no município de Timon, onde será candidato a prefeito em 2016. Fez fortes denúncias contra a gestão do prefeito Luciano Leitoa (PSB), a quem criticou duramente em praticamente todos os seus pronunciamentos. Teve como contrapeso o deputado – suplente no exercício do mandato – Rafael Leitoa (PDT), que sempre entrou em defesa do prefeito. Bem articulado e com um bom discurso, Alexandre Almeida protagonizou bons momentos no embate com Rafael Leitoa. Trocou o PTN pelo PSD.

zé inácioZé Inácio (PT) iniciou seu mandato como um militante petista comprometido com a linha de ação do partido. E não fugiu dela: declarou apoio ao Governo Flávio Dino, reconheceu o PMDB com o “um bom parceiro”, defendeu melhorias para a Baixada Maranhense, brigou por melhorias no ferry-bot, fez vários discursos sobre a situação política e econômica nacional nos quais defendeu o governo do PT e fechou o ano como autor de uma ação na Justiça Federal para cassar o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Rrafael leitoa 1afael Leitoa (PDT) assumiu a vaga do deputado Neto Evangelista (PSDB), que se licenciou para ser secretário de Estado. Foi um quadro atuante, porque teve de dividir sem mandato entre projeto e ações pró-governo para rebater os duros ataques de Alexandre Almeida ao governo do seu primo em Timon. Com boa formação e com um discurso articulado, Rafael Leitoa atuou como um deputado experiente na base de apoio ao governo.

glaubert 1Glaubert Cutrim (PDT) foi uma das surpresas da eleição de 2014 como o segundo mais votado num processo que até hoje gera indagações. Iniciou o mandato surpreendendo de novo por ter um discurso articulado e objetivo. Brigou por recursos para as suas bases, principalmente para São José de Ribamar onde o irmão, Gil Cutrim, é prefeito. Rompeu com o grupo Sarney para apoiar o Governo Flávio Dino.

carlinhos florêncio 1Carlinhos Florêncio (PHS) fez um ano de mandato modesto, mas ativo como integrante da base de apoio ao Governo. Focou seus poucos discursos nos problemas de Bacabal, tema que o levou a alguns embates com o deputado Roberto Costa, seu adversário na região. É membro da Mesa Diretora e comandou o PHS no estado.

 

vinicius louro 1Vinícius Louro (PR) surpreendeu pela frequência com que ocupou a tribuna para cobrar recursos e obras para a sua região. Elegeu-se na oposição, mas decidiu integrar a base de apoio ao Governo, votando de acordo com a orientação do Palácio dos Leões. Mostrou um discurso bem articulado. \entrou na briga pela vaga para substituir ao pai e está se dando bem.

 

Sousa-NetoSousa Neto (PTN) atuou na mesma linha de Andrea Murad, integrando a chamada “Bancada de Ricardo Murad”. Mas foi coerente, determinado, não abrindo mão da sua posição política. Criticou a área de saúde, mas concentrou fogo pesado na área de segurança, onde fez inúmeros discursos criticando as ações do governo. Focou também nos problemas de Santa Inês.

 

Ricardo Rios (PEN) estreou no ricardo rios 1parlamento como um político muito, jovem, sem experiência. Seu primeiro ano foi de aprendizado, integrando a base governista e cobrando recursos e obras para sua região – tem base em Vitória do Mearim. Ao mesmo tempo, soube se movimentar nos bastidores e conviver com as raposas.

 

edson araújo 1Edson Araújo (PSL) iniciou o segundo mandato de maneira muito discreta. Raramente ocupou a tribuna, praticamente não participou dos movimentos políticos da Casa, e quando se manifestou, focou na principal origem dos seus votos, os pescadores.

 

paulo neto 1Paulo Neto (PSDC) fez um início de mandato discreto, mais com atuação nos bastidores do que no plenário, onde não foi muito frequente. Briga sempre pela região do Baixo Parnaíba, onde tem forte influência política. Integra a base de apoio ao Governo. Teve sua ação politica e parlamentar voltada integralmente para a sua região

 

cabo campos 1Cabo Campos (PP) chegou na Assembleia Legislativa motivado pelo fato de ser represente na instituição policial e com a expectativa de conseguir mudar a realidade do policial maranhense. Fez muitos discursos, usou quepes da corporação, xingou, disse palavrões e se deu conta de que só isso não funciona. Nos últimos meses vinha modelando sua postura e apurando o seu discurso.

fernando furtado 1Fernando Furtado (PCdoB) entrou na legislatura como suplente na vaga do deputado Bira do Pindaré (PSB), que foi ser secretário de Estado. Integrante fiel da base governista, fez discursos fortes contra adversários e protagonizou várias situações polêmicas. Numa delas, num discurso no interior, criticou o movimento de líderes indígenas por bloqueio de estradas, chegando a chamar índios de “veadinhos” – pediu desculpas, mas não se livrou da acusação de homofobia.  Em outro momento, também num discurso no interior, disse que um genro de desembargador vende sentença. Não retirou o que disse. E apesar da pancadaria que recebeu, manteve o que falou. É ligado ao setor pesqueiro.

fabio macedo 1Fábio Macedo (PDT) começou a vida parlamentar muito verde, sem qualquer experiência na atividade legislativa. Mas mostrou vontade de aprender, foi presença frequente no plenário, vivenciou as comissões e terminou o ano bem mais desenvolto do que quando começou.

 

 

josimar de ma 1Josimar de Maranhãozinho (PR) não conseguiu traduzir no primeiro ano na Assembleia Legislativa a força política dos 99 mil votos que o mandaram para lá. Não se situou nem no governo nem na oposição, fez poucos discursos e participou modestamente das comissões. Os seus pronunciamentos foram quase todos voltados para os municípios da região onde atua, como Maranhãozinho e Centro do Guilherme, que estão entre os mais pobres do estado. Há quem diga que vem com “gás” para 2016.