Os quatro jovens que aparecem em imagens de um vídeo abusando sexualmente de uma adolescente, que no momento do crime está completamente desacordada dentro de um carro, foram todos identificados e indiciados criminalmente.O indiciamento dos acusados aconteceu nesta quarta-feira, 6, na Delegacia Especializada em Apoio e Proteção à Criança e ao Adolescente (Deapca), onde a delegada titular Joyce Coelho também tomou o depoimento da jovem de 17 anos que foi abusada sexualmente.

Assunto relacionado

Vídeo mostra adolescente sofrendo estupro coletivo dentro de carro em Manaus e polícia inicia investigação para identificar envolvidos no crime. VEJA AS IMAGENS

Os quatro participantes do crime foram identificados como Antonio Barros de Amorim, 27, Venilson Ferreira da Silva, conhecido como “Felipe”, 21, Jhonatas Marinho de Oliveira, 20, e Raniel Thiago dos Santos Miranda, 27 anos.

A adolescente contou em seu depoimento que era namorada de Jhonatas Marinho, que aparece no vídeo sentado no banco de trás do carro, abraçado com com ela, acariciando seu corpo o tempo todo.

No inquérito consta que Antônio Amorim é o membro do grupo que viaja ao lado do motorista do carro e que grava o vídeo mostrando a adolescente, e em dado momento, ele também apalpa os seios da garota desacordada.

 

Raniel Thiago dirigia o carro e Venilson Fereira também viajava no banco de trás sentado ao lado de Jhonatas Marinho, namorado da menor de idade, de acordo com as imagens do vídeo gravado e que viralizou a partir do início desta semana nas redes sociais.

Jhonatas Marinho foi indiciado pode pegar de 8 a 15 anos de prisão, e Raniel Thiago e Venilson podem ser condenados a 2 a 4 anos de prisão pelo fato da vítima não ter condições de defesa

Em caso de condenação pela Justiça, o indiciado Antônio Amorim que filma todo o crime e chega a participar diretamente do abuso sexual contra a adolescente, tocando em seus seios, é o mais complicado de todos, podendo ser condenado a uma pena de 33 anos de prisão.

De acordo com os depoimentos de todos os envolvidos no episódio, inclusive da adolescente que foi vítima, todos voltavam de uma festa quando os abusos aconteceram.

O nome da adolescente foi mantido em sigilo e, segundo informação da equipe de delegados da Deapca, algumas pessoas ainda vão prestar depoimento antes do inquérito criminal ser encaminhado para o Ministério Público e Justiça Estadual.