Fachada do Complexo Penitenciário de Pedrinhas (Foto: César Hipólito/TV Mirante)

 

12/10/2015 18h15 – Atualizado em 13/10/2015 06h56

Fuga aconteceu na CCPJ da Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís.
Monitor e vigilante foram presos suspeitos de facilitar fuga dos presos.

Do G1 MA

Dois presos fugiram da Central de Custódia de Presos de Justiça (CCPJ) do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís. Ao G1, um funcionário do presídio, que preferiu não se identificar, revelou que os internos renderam os agentes penitenciários e ainda teriam tomado à arma de um vigilante terceirizado. Os dois fugiram pela porta da frente do presídio.

Ainda de acordo com o servidor, os presos estavam no Bloco B da unidade prisional, quando, por volta das 14h30, solicitaram atendimento médico, e, ao serem levados à enfermaria renderam os auxiliares penitenciários e o vigilante.

A Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária confirmou as informações e informou que acompanha as investigações sobre o procedimento de segurança para apurar as responsabilidades e tomar as providências necessárias.

Os detentos foram identificados como Hailton Silva e Fagner Gomes Sena, ambos da área da liberdade e membros de uma facção criminosa que atua na capital.

No Plantão Central da Vila Embratel, por volta das 18h, foram autuados em flagrante o monitor Carlos César Silva e Silva, de 32 anos, e o vigilante Henrique Fernando de Oliveira, de 27 anos, suspeitos por facilitar a fuga dos presos. Eles foram encaminhados para o Centro de Triagem do Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

Tentativa de resgate
Na madrugada de domingo (11), três homens foram mortos em confronto com a polícia, quando planejavam uma tentativa de resgate de presos do Complexo Penitenciário de Pedrinhas. O Serviço de Inteligência (SI) da PM descobriu o plano e interceptou os suspeitos, que estavam em uma residência no povoado Camboa dos Frades, na Vila Maranhão, próximo à BR-135, onde fica o presídio.

Resgate de presos
Em abril deste ano, quatro presos foram resgatados do Centro de Detenção Provisória (CDP)de Pedrinhas por oito homens armados. Eles aproveitaram uma falha na cerca elétrica do muro e usaram uma corda e uma escada para fugir, com a escolta do grupo armado, que atiravam com fuzis contra as guaritas de segurança.

A falha havia sido causada por outra fuga, registrada em setembro de 2014, quando homens roubaram uma caçamba e bateram contra o muro do CDP, abrindo um buraco no muro que deu fuga a seis presos.


PLANAO II

 

PLANTÃO POLICIAL-OCORRÊNCIAS  DIAS 10 e 11 DE OUTUBRO- FONTE PLANTÃO PM 10º BPM-PINHEIRO-MA.´POLOCIA 133´POLOCIA 136´POLOCIA 138


ARTE E DEVOÇÃO II

 

NOTA DO AUTOR DO BLOG:

O LANÇAMENTO DE UM LIVRO É UM MOMENTO MARCANTE PARA A VIDA DO AUTOR, TUDO DECORRE DO RESULTADO DO ESFORÇO E DEDICAÇÃO NA REDAÇÃO DA OBRA.(jgmoreira APLAC)

APRAZE-ME CONVIDA-LOS  PARA O LANÇAMENTO DESTE EVENTO À ALTURA  DO SEU AUTOR  QUE NA “ARTE E DEVOÇÃO” VEM DAR ÊNFASE AO SINCRETISMO RELIGIOSO NO BRASIL.

Para cada Conto terá uma performance teatral e/ou musical, com a participação dos artistas da Cia. de Artes Beto Bittencourt.

HOJE NA CASA DO DO ESCRITOR

PREFEITURA DE SÃO LUÍS FUNDAÇÃO MUNICIPAL DE CULTURA 9ª FEIRA DO LIVRO DE SÃO LUÍS LISTA DE LANÇAMENTO DE LIVROS DA 9ª FEIRA DO LIVRO DE SÃO LUÍS ESPAÇO CASA DO ESCRITOR

 E A PRIMEIRA REVISTA ILUSTRADA DO MARANHÃO 18 hs JOANA BITTENCOURT ARTE & DEVOÇÃO

 

Sobre a Arte de Joana Botencourt / Em Arte e Devoção, evidencia-se uma arte desenvolvida por pessoa idosa, associada à devoção a um santo da Igreja Católica ou outra entidade religiosa, podendo, assim, dar ênfase ao sincretismo religioso existente no Brasil.

Discorre-se sobre uma época ou um lugar, evidenciando os costumes, as crenças, os saberes e o modo de vida de um povo, sempre recorrente à fé nos momentos decisivos de suas vidas.

Associa-se, também, às variadas manifestações culturais, notadamente do estado do Maranhão, onde cada festejo geralmente é relacionado a um santo ou mais de um, a exemplo do Bumba meu Boi (São João, São Pedro e São Marçal) e ao Tambor de Crioula (São Benedito), ambos Patrimônio Imaterial do Brasil. Portanto, a regionalização se dá em razão da diversidade cultural existente no Maranhão, um verdadeiro manancial de cultura, com o qual a autora mantém a maior afinidade e profundo interesse.

A pesquisa que norteia cada trabalho foi conseguida através de consultas em bibliotecas e arquivos, em jornais e nos relatos coletados nas pesquisas de campo; além de outra fonte, que foi a própria memória da escritora, que em sua infância e

parte da juventude vivenciou, participou, observou muitos dos relatos aqui narrados.

 

Joana Bittencout

Sobre a Arte de Joana, em contar a Devoção dos Maranhenses

A arte do conto é a sublimação da arte de narrar. No caso de Arte & Devoção, é tecer sentimentos e acontecimentos; ser capaz de traduzir costumes ancestrais, tendo ou não os vivido, debulhar os segredos poéticos dos cancioneiros, credos e rituais de comemorações, com olhar, ouvidos e mãos tão sensíveis, ao ponto de não maculá-los em sua essência.

Assim como o personagem Venâncio, Joana Bittencourt, fez missão de “botar” a história pra ressurgir nos terreiros, porque: “não é fácil manter tradição. Logo aparece uma novidade pra mexer com nosso ritual”.  Joana, escreve porque atraiu-a a vocação para o bê-a-bá de contar histórias, assim como Xandoca pra o bê-a-bá de versar. Traz nos lírios brancos das mãos de Zizita, a oferenda de um festival de tradições e rituais folclóricas que renascem para o presente, quando nascem sua histórias.

Porque contar histórias é ritual sagrado, é muito mais ousado que contar as contas do rosário das estrelas do firmamento; essas seduzem quem as conta, multidões a uma só vista. Mas o contista, esse conquista um por um os corações e as mentes de quem os lê, como se cochichassem um velho segredo, ao ouvido, repetidas vezes, mas a cada vez de uma maneira tão encantadora, que o “era uma vez” resgata verdades e as perpetuam, alimentando a memória e a cultura num ciclo interminável de histórias vividas, ouvidas e recontadas.

Ana Néres Pessoa Lima Góis

Educadora, poeta e artesã

Arte e Devoção

Essência que move e fortalece os ritos simbólicos que representam fé e tradição em terras maranhenses. Tais rituais expressam um conjunto de manifestações que fazem cultura popular do Maranhão uma das mais ricas do país.

Esse conjunto plural de manifestações populares constitui-se traços definidores das nossas identidades. Aí reside a grandiosidade da obra de Joana Bittencourt.

Decifrar esse universo simbólico e significativo, em linguagem literária, lúdica e sedutora, sem abrir mão do rigor etnográfico, do cuidado com as informações,com os valores da cultura popular, eis uma das mais valorosas características desta escritora.

Esta é uma obra elaborada com a delicadeza de quem sabe fazer uso das palavras, expressando com clareza o devido e profundo conhecimento da temática e da linguagem literária. Algo raro!

Joana consegue, a partir de uma pesquisa sistemática, bibliográfica e documental, presentear o leitor com textos informativos e, ao mesmo tempo,contar histórias de sua gente, contribuindo à compreensão das identidades de seu povo.

Além de um talento, uma habilidade incomum, uma missão.

São histórias contadas que se transformam em flores, rosas, louvando fidelidade às promessas que viraram tradições, de culto e louvor, ao sagrado, ao divino e aos santos.

Marla Silveira

Bibliotecária, Especialista em Gestão da Cultura, Mestra e Cultura e Sociedade, Conselheira Estadual suplente de Cultura (Memória e Documentação) e Coreira do Tambor de Crioula do Mestre Leonard

Sobre a Autora

Joana Bittencourt nasceu em Pinheiro, Maranhão. É escritora, compositora, teatróloga, membro da Academia Pinheirense de Letras, Artes e Ciências, cadeira nº 9, e do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, cadeira nº 56. Dirige a Sociedade Artística e Cultural Beto Bittencourt desde 1999.

Bibliografia:

Livros: A história do Boizinho de Brinquedo – Literatura infantil, 29º concurso literário, cidade de São Luís; Itagiba – O Braçode Pedra da França Equinocial– romance histórico, pesquisa sobre a fundação da cidade de São Luís – MA.

Peças teatrais:Histórias de Ana Jansen, na visão do Mamulengo; Oh! Minha Cidade; A História de Upaon-Açu; A História do Boizinho de Brinquedo; Festa na Floresta; No Reino daJardineira; Aconteceu no Jardim; França Equinocial para sempre;Um Bibelô sobre o Atlântico; Brasil, verde Brasil; Uma Lagoaquase azul;Natalina do Maranhão; Natureza, que beleza!

Escreve nos jornais Cidade de Pinheiro e Jornal Pequeno, São

Luís – MA (coluna Trincheira da Maranhensidade).

 


ARMA10/10/2015 08h10 – Atualizado em 10/10/2015 08h45

Ana Cláudia Barros, 53, foi morta a tiros na tarde de sexta-feira (9).
Segundo a polícia, vítima havia registrado ocorrência relatando ameaças.

Do G1 Ma

Uma mulher identificada como Ana Cláudia Barros, de 53 anos, conhecida como Socorro, foi morta a tiros, na tarde de sexta-feira (9), no Vicente Fialho, em São Luís. Ela fazia parte da associação de moradores da região.

De acordo com informações da Polícia Civil, a vítima estava no terraço de casa quando dois homens teriam chegado em uma motocicleta e disparado. Ela foi atingida por dois tiros e morreu a caminho da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Araçagi.

O delegado Carlos Alberto Damasceno, do 7º Distrito Policial (DP), informou que a mulher teria registrado um boletim de ocorrência, dias antes, denunciando um traficante que atua na área. A suspeita é de que o crime seja uma represália às denúncias.

“Teve uma ocorrência que foi registrada por ela informando que ela era ameaçada por uma determinada pessoa. O nosso trabalho é identificar se a autoria parte dessa pessoa pela qual ela se dizia ameaçada”, explicou.

Um morador, que não quis se identificar, relatou preocupações com a violência no bairro. “Muito fraca [a segurança]. A coisa mais difícil é passar um carro da polícia aqui. Você vê, em quinze dias, dois homicídios, é porque é muito perigoso. [A vítima era] Excelente, muito querida, todo mundo conhecia ela aqui, de ponta a ponta”, disse.


 

AMOR LINDO

 

VERSAND O QUE ME MANDAM VERSAR *Apon

A poesia a tudo abraça,

e a inspiração que nos enlaça,

empresta a vida o versar.

 

Versa a tristeza e a graça,

no palco, picadeiro, rua, praça…

Erudita ou popular.

 

Versa o político ladino,

um sorriso de menino.

Um futuro a acreditar.

 

Versa a vida e versa a morte,

o azar e toda a sorte.

O que foi e o que será.

 

Versa no livro de rico papel.

no humilde livreto de cordel.

Versa como pode versar.

 

Versa no blog da internet,

no saco de baguete.

No recôndito ou no bar.

 

Versa o sacro e o profano,

espiritual e mundano.

Virtuoso ou vulgar.

 

Versa a defesa da natureza,

o “progresso” e sua dureza.

Essa estufa a sufocar.

 

Versa a “vertigem do cinema”,

versa Hamlet e seu dilema.

Versa a arte a nos versejar.

 

Versa tudo e todos,

versa velhos, versa novos.

Versa o atemporal versar.

 

Versa a “ultima flor do Lácio”,

inglês, chinês, croácio…

Toda língua a versificar.

 

Versa a febre tecnológica,

a lembrança melancólica.

O evoluir e o preservar.

 

Versa o ontem e o agora,

A pressa e a demora.

O tempo a nos guiar.

 

Versa a conquista do espaço,

a carência de um abraço.

Corações a desbravar.

 

Versa as quatro estações,

os sims e os senões.

A certeza e o divagar.

 

Versa a alvorada e o crepúsculo,

o intelecto e o músculo.

Corpo e mente a harmonizar.

 

Versa o dia e a noite,

a brandura e o açoite.

Alma humana a educar.

 

Versa o tumulo e o berço,

o revólver e o terço.

Haja fé para nos salvar!

 

Versa os filhos dá pátria,

Violentada e triste “mátria”.

Cidadania a torturar.

 

Versa e sempre versa,

Versa.

E sempre há de versar!


08/10/2015 21h25 – Atualizado em 08/10/2015 21h32

maranhao

Inscrições serão abertas no dia 20 de outubro e vão até 4 de novembro.
São oferecidas 120 vagas efetivas e 40 para cadastro de reserva.

Foi lançado nesta quinta-feira (8) o edital do seletivo público pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH). Os profissionais da saúde vão ter a disposição 120 vagas efetivas e 48 para cadastro de reserva.

As inscrições serão abertas às 10h do dia 20 de outubro e encerradas às 23h59 do dia 04 de novembro, por meio do endereço eletrônico www.fsadu.org.br/concursos ewww.sousandrade.org.br/concursos de forma exclusiva via Internet, com taxa de inscrição no valor de R$ 80.

As provas objetivas serão realizadas no dia 22 de novembro deste ano com divulgação do resultado até o dia 14 de dezembro. O curso de formação será de 05 de janeiro de 2016 a 20 de fevereiro com divulgação do resultado em 24 de fevereiro.

Das vagas
Todas as vagas do certame são para profissionais de nível superior, com carga horária de trabalho para todas as funções de 40 horas semanais, em regime de dedicação exclusiva, das 08 às 12h e das 14 às 18h. Clicando aqui você vê o quadro de vagas da Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares disponibilizadas.

Os profissionais da saúde aprovados vão atuar no fortalecimento e efetivação da atenção primária em saúde, nos municípios definidos pelo Comitê Gestor do Plano ‘Mais IDH’, mediante as normas e condições estabelecidas no Edital.

O processo seletivo será coordenado pela EMSERH e realizado pela Fundação Sousândrade de Apoio ao Desenvolvimento da UFMA (FSADU), com supervisão da Comissão do Processo Seletivo Público instituída pela Portaria n°


Lidiane Leite assumiu a prefeitura aos 22 anos (Foto: Arquivo pessoal)Lidiane Leite assumiu a prefeitura aos 22 anos
(Foto: Arquivo pessoal)

 Ex-prefeita Lidiane Leite em alojamento no Quartel do Corpo de Bombeiros (Foto: Reprodução/ TV Mirante)
 Ex-prefeita Lidiane Leite em alojamento no Quartel do Corpo de Bombeiros (Foto: Reprodução/ TV Mirante)

09/10/2015 12h51 – Atualizado em 09/10/2015 14h04 WWW.JGMOREIRA.COM.BR

Lidiane Leite, 25, será monitorada por tornozeleira eletrônica.
Ela ficou 39 dias foragida da PF e está presa em São Luís.

Do G1 Ma

O juiz José Magno Linhares Moraes, titular da 2ª Vara dombeiros (Foto: Reprodução/ TV Mirante)a Justiça Federal no Maranhão, revogou, nesta sexta-feira (9), a prisão preventiva da ex-prefeita de Bom Jardim (MA), Lidiane Leite da Silva, de 25 anos, presa desde o dia 28 de setembro, no Quartel do Corpo de Bombeiros, em São Luís.

De acordo com a decisão, a ex-prefeita será monitorada por tornozeleira eletrônica, devendo comparecer mensalmente a juízo para informar e justificar suas atividades. Ela também está proibida de frequentar a Prefeitura de Bom Jardim e não poderá se ausentar de São Luís, onde decidiu fixar residência. Lidiane só poderá sair da capital mediante autorização judicial.

De acordo com Justiça, os advogados alegam que ela nunca coagiu testemunhas ou dificultou o trabalho investigativo da PF ou do Ministério Público, ressaltando que ela já foi afastada do cargo e, por isso, não tem como interferir ou impedir a coleta de possíveis provas.

“Entendo que, na atual situação, desnecessária a manutenção da segregação cautelar que recai contra a requerente”, conclui o juiz federal José Magno Moraes.

Em contato com o G1, o advogado da ex-prefeita Sérgio Muniz disse que não sabe precisar quando a ex-prefeita será solta, mas que está na expectativa dos trâmites judiciais para que a liberdade de Lidiane se concretize.

Alojamento
No dia 30 de setembro, o procurador da República no Maranhão, Galtiênio da Cruz Paulino, pediu que o juiz Federal, José Magno Linhares, reconsiderasse a decisão de permitir que Lidiane Leite continuasse presa no alojamento do quartel do Corpo de Bombeiros. Ela não se enquadraria nas hipóteses legais que garantem o benefício da prisão especial segundo explicou o procurador. A Justiça ainda não se pronunciou sobre o pedido do procurador da República.

Prisão
A ex-prefeita Lidiane Leite estava presa desde o dia 28 de setembro no quartel do Corpo de Bombeiros do Maranhão (CBM), após se entregar na sede da Polícia Federal, em São Luís. Ela ficou foragida por 39 dias depois de ter sua prisão decretada pela Justiça. Lidiane Leite é investigada pelo desvio de verbas destinadas à educação e irregularidades encontradas em contratos firmados com “empresas-fantasmas”.

Improbidade Administrativa
A Prefeitura de Bom Jardim entrou com seis ações por improbidade administrativa no Fórum de Justiça da cidade, e outras seis representações criminais no Ministério Público contra a ex-prefeita Lidiane Leite. Segundo o coordenador da auditoria realizada nas contas da gestão Lidiane, em todos os setores foram encontradas irregularidades.

Lidiane Leite assumiu a prefeitura aos 22 anos
(Foto: Arquivo pessoal)

Bens bloqueados
A pedido do Ministério Público, a Justiça determinou o bloqueio dos bens da ex-prefeita até o limite de R$ 4 milhões e 100 mil por fraude em processos licitatórios para a contratação de empresa locadora de veículos e outro para  reformas em escolas na sede e na zona rural de Bom Jardim.

Relembre
Atualmente com 25 anos, Lidiane foi eleita por acaso. Depois de ter passado uma infância humilde vendendo leite para ajudar a mãe, a jovem viu sua vida mudar quando começou um namoro com o fazendeiro e padrinho político, Beto Rocha.

Em 2012, o fazendeiro foi candidato a prefeito, mas teve a candidatura impugnada pela Lei da Ficha Limpa e lançou a namorada pelo PRB. Lidiane foi eleita com 50,2% dos votos válidos (9.575) frente ao principal adversário, o médico Dr. Francisco (PMDB), que obteve 48,7% (9.289).

Após a eleição, Lidiane passou a ostentar uma vida de luxo na internet, incompatível com o salário que recebia do município. “Eu compro é que eu quiser. Gasto sim com o que eu quero. Tô nem aí pra o que achem. Beijinho no ombro pros recalcados”, comentou na internet. A conduta chamou a atenção do Ministério Público, que passou a apurar fraudes em licitações do município.

Beto Rocha chegou a ser preso pela Operação Éden. Ele ocupava a função de Secretário de Assunto Políticos na gestão de Lidiane. Também foi detido Antônio Cezarino, ex-secretário de Agricultura. Ambos foram soltos no último 26 de setembro por determinação do Poder Judiciário.

 


09/10/2015 07h52 – Atualizado em 09/10/2015 07h53

PREFEITO DE PEDRO DO rOSARIO

Prisão aconteceu durante fiscalização no terminal da Ponta da Espera.
Agentes da PRF encontraram revólver calibre 38 no interior do veículo.

Arma calibre 38 estava com seis projéteis intactos (Foto: Divulgação / PRF-MA)Arma calibre 38 estava com seis projéteis intactos (Foto: Divulgação / PRF-MA)

O prefeito de Pedro de Rosário (MA), município localizado a cerca de 340 km da capital, José Irlan Sousa Serra, foi preso em uma operação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizada terminal de ferryboat da Ponta da Espera, em São Luís (MA). Ao abordar o automóvel em que o prefeito estava, que chegava da região da Baixada Maranhense, foi encontrado um revólver calibre 38, com seis projéteis intactos.

Questionado pelos agentes da PRF, o condutor do veículo, Raimundo Nonato Teixeira Neto, informou que a arma era do prefeito Irlan Serra, que negou a propriedade da arma. Foi dada voz de prisão a todos os ocupantes do automóvel.

Ao ser algemado, o prefeito ofereceu resistência à prisão. Ele portava, ainda, uma pasta contendo documentos da Prefeitura de Pedro do Rosário.

José Irlan Sousa Serra, José Kelvécio Rodrigues Alves, Evandro Luís Matos Pereira, Lidiane Neres Soares, Rubenita de Moura Lobato Bezerra e Raimundo Nonato Teixeira Neto foram levados à sede da Polícia Federal, no bairro da Cohama, em São Luís.


 

ALMA TRISTE

Contenho-me, modero-me, me oculto

Coarta-me-ei em falar de tristezas

Pura, viva, vivida natureza

Natureza da vida, tristeza és com certeza..

O que minhas palavras não medem

Mas, pode ser sentidas…

Tristezas não medidas… Nem descritas…

Somente sentida na alma sofrida.

 

(Não há tristeza que, sem alma sobreviva) Assim descreveu o poeta um dia.


Youssef e João Abreu

Youssef

joao abreu constranjoao abreu constran2

Em depoimento, o emissário Rafael Ângulo diz que fez várias viagens com destino a São Luís, a mando de Youssef, transportando dinheiro colado ao próprio corpo com meias de pressão. Ele conta que esteve em São Luís por duas vezes para “fazer a entrega, ao secretário João Abreu, de dinheiro enviado por Youssef, carregado no próprio corpo. Informou que o fez no Palácio dos Leões, diretamente ao secretário, na sala dele, por determinação e sob as instruções de Youssef.”Solto por meio de um habeas corpus e com tornozeleira eletrônica, o ex-secretário chefe da Casa Civil do governo Roseana Sarney, João Abreu, ficou em uma situação muito complicada após revelação de detalhes do depoimento do doleiro  Alberto Youssef e de emissários à Polícia Federal e direcionados à Polícia Civil do Maranhão. As revelações “assombram” o também empresário. Segundo o delator, ele teria recebido, no Palácio dos Leões, três parcelas que totalizam R$ 3 milhões de propina, referente à intermediação entre a empresa Constran e o governo do Maranhão, durante o governo Roseana Sarney, para pagamento de dívida da década de 1980 que somava R$ 113 milhões.

Os depoimentos dos principais envolvidos no esquema de corrupção que foi desvendado em abril de 2014, quando Roseana Sarney ainda era governadora do Maranhão, mostram que, para efetivar um acordo entre o governo do Estado e a empresa Constran para o pagamento de uma dívida de precatório referente aos anos de 1980, o ex-secretário João Abreu teria recebido R$ 3 milhões como propina paga pelo doleiro. Os pagamentos teriam sido efetuados nas viagens feitas por Rafael Ângulo.

Braço direito de Youssef, Ângulo conta em seu depoimento detalhes sobre o Palácio dos Leões e a sala em que entregava o dinheiro a João Abreu. Às polícias Federal e Civil, ele revelou “detalhes do interior do prédio (Palácio dos Leões), que é de acesso restrito, e do caminho até a sala do Secretário” o que, segundo os delegados responsáveis pela condução do processo, “confere grande verossimilhança às suas declarações”.

Junto a ele atuava Adarico Negromonte, ambos responsáveis pelas viagens de “negócios” do doleiro para efetuar as entregas que eram combinadas em reuniões capitaneadas por Youssef. Os depoimentos confirmam que “ambos levaram, em cada uma dessas ocasiões, R$ 800 mil acondicionados em seus próprios corpos. As viagens e esses pagamentos, realizados diretamente a João Abreu, foram revelados pelos próprios Youssef (à Polícia Federal e à Polícia Civil), Rafael Ângulo e Adarico”.

Em seus depoimentos, os delatores contam que levavam o dinheiro do hotel para a Casa Civil em malas. A versão foi confirmada pelo doleiro, ao informar que na noite anterior à sua prisão, deixou uma mala contendo R$ 1,4 milhão referente à última parcela do “acordo” feito com ex-secretário de Roseana Sarney para que esta fosse entregue por “Marcão” a João Abreu na manhã seguinte. João Abreu, em seu depoimento, confirma que Marco Antonio esteve no Palácio dos Leões para reunir-se na Casa Civil e que ambos aguardavam Youssef.

E foi nessa viagem, nesse dia, que ocorreu a prisão de Alberto Youssef, num hotel de luxo da capital maranhense, situação em que estava acompanhado por Marco Antonio Zieghest. Conhecido por “Marcão”, ele foi o elo entre Youssef e João Abreu para o início das tratativas para o pagamento do precatório – que somava R$ 113 milhões. O acordo para pagamento da dívida que já corria há 20 anos aconteceu em tempo recorde, três meses, a partir de negociação entre Youssef, o chefe da Casa Civil e a Procuradoria-Geral do Estado.

 

Entenda o caso

Youssef foi preso em São Luís em março de 2014, quando teria um encontro no Palácio dos Leões com João Abreu para entregar a última parcela da propina no valor de R$ 1.400.000,00.

João Abreu foi responsável pela intermediação entre a empresa Constran e o Governo do Maranhão, durante o governo Roseana Sarney, para pagamento de dívida da década de 1980 que somava R$ 113 milhões.

Para facilitar as negociações, Youssef teria pago a João Abreu R$ 3 milhões em propina. O doleiro representava a empresa Constran para tratar da dívida no Maranhão.

Rafael Ângulo, braço direito de Youssef, esteve em São Luís por duas vezes para entregar na sala de João Abreu parcelas da quantia combinada.

Inquérito, instaurado pela Polícia Federal no ano passado pelo juiz Sérgio Moro, tramita no Maranhão por determinação do Superior Tribunal de Justiça.