JGMOREIRA MOREIRA·TERÇA, 8 DE MARÇO DE 2016
1685 leituras

MAIS UM DIA SE VAI a noite caiu e eu em profundo silencio, observo o espaço vazio. Viajo pelo imponente espaço escuro da tristeza, busco no infinito ao menos uma estrela, um respingo sequer de uma única luz que me faça encontrar você. ESSA ESCURIDÃO DE TRISTEZA, sem luz de luar é puramente o foco da melancolia que me faz viajar pelos caminhos do mundo esquecido que traçastes para a minha vida .
SÃO DIAS CONTADO… O ontem, hoje e o amanhã serão iguais contados na casa onde a felicidade nunca existiu.
Os ventos começam a soprar frios. Desgrudo-me da janela visionária do nada, adentro a casa, busco o meu quarto e vejo tua imagem no criado mudo que te agrega, volto a falar com tua imagem que me escuta, mas… Não divide as palavras comigo.
A MINHA SOLIDÃO é o único elo existente entre nós. Ela marca a minha vida talvez pela sua falta de coragem em não assumir o nosso amor.
Lá fora um temporal, uma chuva começa a cair, busco a cama que com o tempo perdeu também esfriou… Perdeu o seu calor…
O CALOR do teu corpo era o meu aconchego nas noites frias de inverno, teu peito o meu travesseiro onde recostava a minha face para poder sonhar acordado, meus olhos semi-abertos… Salientes a espiar teus seios em que a minha boca em ímpetos desejos filava sem intenção de devolver.
SONHAR ACORDADO… Meus olhos pesaram, o sono chega. O temporal lá fora cai, torrencial chuva, ventos fortes, frios dobram o meu corpo Inerte, pensamentos soltos, ociosos , olhos de áqüeos chorados, nas e noites pelas tormentas …
TORMENTAS, TORRENTES DA PAIXÃO que, embeveciam a minh’alma coração e corpo… Pelo simples prazer de fazer-me sofrer.
SOFRER PELA IRREAL atitude do teu coração, pelo fim do que o tempo prescreveu entre nós e cair no próprio desuso da verdade vendo morrer a esperança que a cruel desilusão criou dentro de mim e deixou como lembrança a melopeia solitária na cama do nosso quarto.
NA CAMA DO NOSSO QUARTO, sobraram os lençóis ainda com teu cheiro e o perfume do travesseiro que inebriava os meus sentidos na mais profunda mentira que um coração pode aceitar !

1.685 pessoas alcançadas


(Para os amantes da poesia.)

INTIMIDADE

Nada é tão odiado…
Nada é tão inclemente
Nada é tão responsável…
Pelos erros da gente.

Intimidade…
Inimiga mortal dos sonhos
Companheira inseparável do pranto
Mostra ao demônio que é santa!
Quando se perde o respeito
Quando se perde a dignidade.
Ai… Justifica-se: Olha eu só fiz isso em nome da nossa intimidade.

Sonha-se com alguém
Conhece-se esse alguém
Ama-se.

INSÍDIA
O álveo da nossa ligação de amor
Foi uma torrente de paixões incompreendidas…
Dos sonhos que deram lugar
Ao presságio do mal
Que dormia em nossa cama
Eram sonhos que se desfaziam
Por um pressentimento único
Indicio traiçoeiro…
Que o teu coração sempre escondeu
Na falsa fé do amor verdadeiro
E a Infidelidade que te consumia.
Agora me Esqueça…
Conforte-se… A vida é sua.
Eu já pisei as magoas.
(jgmoreira)- Se essa poesia lhe disser algo: Desculpa-me, isso é mera coincidência.

EXTERIORIZANDO O CONFORMISMO

Se coincidências não existem
E se no meu destino está escrito
Por que tenho eu que fugir?…

Parado estou, na quietude dos dias
Exteriorizo o conformismo
E o que meu coração sente
Exteriorizo a alma que clama
Ao pedir que não te perdoe

Doei-me às fraquezas do amor
Pelo que criei e também destruir
Escrevi em paginas os erros da vida
E o poema da felicidade

Doei-me às fraquezas do amor
Quando exteriorizei a tua fidelidade
E fui fisgado pela tua traição.

Por tudo quanto um conflito interno de corações, se o certo ou errado fizemos. Provavelmente você não obterá resposta e o conflito só tende a se eternizar uma vez que: Perdeste a única chance de alcançar a felicidade total no amor a se consumar, num estagio emocional nunca experimentado por quem se dizia fiel.


A MORTE SILENCIA DORES

O meu mundo é feito de sonhos
Sonhos que entram e saem despercebidos
Que abrigam na alma somente as dores
Dos amores mal resolvidos

A cada sonho um choro e uma razão…
No dilúculo do meu dia a dia
O drama sacro do meu coração
No oratório do arrependimento
Por não tê-las amado como devia

Nas minhas noites mal dormidas
Sonhos pertinentes atribulados e constantes
Saudades das paixões vividas
Pelas mulheres que fui conhecendo…
As que eu conheci…
As prometidas…
E as que eu nunca esqueci.

Ah! …Mulheres que me consumiram
E que hoje os meus sonhos inda consomem
Desculpem… Eu preciso dormir o sono eterno
Perdoem-me, se ao invés de fazê-las sorriem
E as fiz chorar…
Por isso eu preciso da morte como silencio
Dormindo então: Calar-me-ei para sempre
Porque o meu silencio…
Ajudará a vencer as dores que lhes causei

        Jgmoreira (APLAC) Academia Pinheirense de Letras, Artes e Ciências.