Aproxima-se o final de cada ano, uma subdivisão do infinito tempo em que as pessoas se espremem numa competição de sobrevivência. Às vezes, esquecem do espaço percorrido com tantas realizações positivas e exigie-se sempre mais benevolência do novo pedaço de tempo colocado à disposição de quem vive ou viverá. Do “novo tempo”, espera-se que seja melhor e mais promissor – nunca se está satisfeito. Dessa engenhoca, é criado uma redoma ou uma bolha onde as pessoas esmiúçam problemas insignificantes diante do que é mais sublime – a vida.

Desejos e sonhos carregam a mesa do jogo numa aposta com resultados imprevisíveis. Os vencedores vingam-se dos seus erros do passado – “ah!, consegui”; aos perdedores, só lhes restam ignorar suas perdas. É que o ser humano, dotado de capacidade cognitiva, sabe articular novos sonhos, novos desejos. Por isso, não deseja sair dessa grande bolha da vida, mesmo marcado por angústias e decepções, pois a melhor aposta ainda é o desafio de se viver melhor.

Outra coisa interessante a se refletir: é saber se existe alguém capaz de desistir de cada novo pedaço de tempo? Claro que a resposta é não desistir do tempo; é não desistir de sonhar e ter desejos. Portanto, sonhe todos os seus desejos. A vida é um grande desejo! A vida é o maior sonho que se pode almejar. Quanto ao tempo, deixe-o passar. Viva a vida sem feri-la, utilizando-se de cada minúsculo pedacinho do tempo à sua disposição. A vida passará com o tempo. O tempo, este, seguirá infinitamente.

Autor: José Raimundo Moreira

Ao povo de São Bento, minha terra amada, sugiro essa reflexão.


SEXO SEM LIMITES…

Pela tua fúria…Pelo teu carinho,
eu me deixo envolver.
Se em ti , mais e mais me aninho,
O  difícil é me conter !

O teu olhar… A tua boca e a tua sensibilidade,
rega o meu prazer e refresca o meu espirito /corpo.

E… Se dominas o meu furor, a ti…
Me entrego como o Eros/vencido
Eu sei não haver limites, nesse desejo incontido…

Tudo em nós se mistura: Sexo X corpos, a mais…
Tudo em nós cheira pecado, e… O sexo em sua soberania se expande ilimitado.

JGMOREIRA

Do livro: Divagantes…


 SAUDADES !
MARIA DA PAZ PADILHA – A GUARDIÃ DA EDUCAÇÃO DE SÃO BENTO
Saudade da minha infância iluminada com a tua luz suave, amada
Saudade do teu “quadro negro” cingido com o teu giz branco espetacular
Saudade das tuas letras desenhadas… Bem escritas, bem  ortoépica
Saudade das tuas telas da bondade, da tua educação e do teu banco escolar.
Que o tempo  consagre…Essa saudade reside e residirá nos corações de quem te conheceu caminhando entre as “carteiras”; uma saudade que não se apagará das paredes dos corredores das casas do saber de São Bento.Testemunhado por todos aqueles que se sentem ou se sentiram privilegiados em aprender a aprender com a eterna professora Maria da Paz Padilha, Maria de Deus, a nossa Maria, a Ilustríssima Maria. As tuas salas de aulas permanecerão intocáveis, irretocáveis, pelo menos no tocante à dedicação, ao amor, à arte de ensinar, da competência, da capacidade, e da sua liderança. Mas quem melhor define a nossa Maria da Paz Padilha, está escrito abaixo – uma adaptação do poema Carlos Drummond de Andrade.
Autor: José Raimundo Moreira
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MARIA DA PAZ PADILHA TINHA CHEIRO DE PASSARINHO QUANDO CANTAVA.

DE SOL QUANDO ACORDAVA.

DE FLOR QUANDO RIA

AO LADO DELA, A GEENTE SE SENTIA NO BALANÇO DE UMA REDE QUE DANÇAVA GOSTOSO NUMA TARDE GRANDE, SEM RELÓGIO E SEM AGENDA.

AO LADO DELA, A GENTE SE SENTIA COMENDO PIPOCA NA PRAÇA.

LAMBUZANDO O QUEIXO DE SORVETE.

MELANDO OS DEDOS COM ALGODÃO DOCE DA COR MAIS DOCE QUE SE TINHA PRA ESCOLHER.

MAS O TEMPO É OUTRO.

E A VIDA FICA COM A CARA QUE ELA TEM DE VERDADE , MAS QUE A GENTE DESAPRENDE DE VER.

MARIA DA PAZ PADILHA TINHA CHEIRO DE COLO DE DEUS.

DE BANHO DE MAR QUANDO A ÁGUA ERA QUENTE E O CÉU AZUL

AO LADO DELA, A GENTE SABIA DA EXISTÊNCIA DOS ANJOS E QUE ALGUNS SÃO INVISÍVEIS

AO LADO DELA, A GENTE SE SENTIA CHEGANDO EM CASA E TROCANDO O SALTO POR UM CHINELO, OU SEJA, CONFORTÁVEL.

SONHÁVAMOS A MAIOR TOLICE DO MUNDO COM GOZO DE QUEM NÃO LIGAVA PRA ISSO.

AO LADO DELA, PODERIA SER MÊS DE ABRIL, MAS PARECIA MANHÃ DE NATAL DO TEMPO EM QUE A GENTE ACORDAVA E ENCONTRAVA O PRESENTE DE PAPAI NOEL.

MARIA DA PAZ PADILHA TINHA CHEIRO DAS ESTRELAS QUE DEUS ACENDEU NO CÉU E DAQUELAS QUE CONSEGUIMOS ACENDER NA TERRA.

AO LADO DE MARIA DA PAZ PADILHA, A GENTE JAMAIS IMAGINOU QUE O AMOR NÃO ERA POSSÍVEL, A GENTE SEMPRE TEVE CERTEZA

AO LADO DE MARIA DA PAZ PADILHA, A GENTE SE SENTIA  VISITANDO UM LUGAR FEITO DE ALEGRIA

RECEBENDO UM BUQUÊ DE CARINHOS.

ABRAÇANDO UM FILHOTE DE URSO PANDA…QUE BELA CRIATURA!

TOCANDO COM OS OLHOS OS OLHOS DA PAZ, OS OLHOS DE MARIA DA PAZ

AO LADO DE MARIA DA PAZ, SABOREÁVAMOS A DELÍCIA DO TOQUE SUAVE QUE SUA PRESENÇA SOPRAVA NO NOSSO CORAÇÃO

MARIA DA PAZ PADILHA TINHA CHEIRO DE CAFUNÉ SEM NENHUMA PRESSA…

BRINQUEDO QUE A GENTE NÃO LARGAVA…

DO ACALANTO QUE O SILÊNCIO CANTA…

DE PASSEIO NO JARDIM…

AO LADO  DELA, A GENTE PERCEBIA QUE A SENSUALIDADE ERA UM PERFUME QUE VINHA DE DENTRO E QUE A ATRAÇÃO QUE REALMENTE NOS MOVIA NÃO PASSAVA SÓ PELO CORPO…

CORRE EM OUTRAS VEIAS…

PULSAVA EM OUTRO LUGAR…

AO LADO DE MARIA DA PAZ PADILHA, A GENTE SEMPRE LEMBRAVA QUE NO INSTANTE EM QUE RÍAMOS DEUS ESTAVA CONOSCO, JUNTINHO AO NOSSO LADO, POIS A GENTE RIA GRANDE QUE NEM MENINO ARTEIRO…

MARIA DA PAZ PADILHA NÃO PERCEBIA QUE TINHA A ALMA PERFUMADA, MAS TINHA. E TERÁ ETERNAMENTE! E QUE ESSE PERFUME É UM DOM DE DEUS.

(Drummond)


A MORTE SILENCIA DORES

O meu mundo é feito de sonhos
Sonhos que entram e saem despercebidos
Que abrigam na alma somente as dores
Dos amores mal resolvidos

A cada sonho um choro e uma razão…
No dilúculo do meu dia a dia
O drama sacro do meu coração
No oratório do arrependimento
Por não tê-las amado como devia

Nas minhas noites mal dormidas
Sonhos pertinentes atribulados e constantes
Saudades das paixões vividas
Pelas mulheres que fui conhecendo…
As que eu conheci…
As prometidas…
E as que eu nunca esqueci.

Ah! …Mulheres que me consumiram
E que hoje os meus sonhos inda consomem
Desculpem… Eu preciso dormir o sono eterno
Perdoem-me, se ao invés de fazê-las sorriem
E as fiz chorar…
Por isso eu preciso da morte como silencio
Dormindo então: Calar-me-ei para sempre
Porque o meu silencio…
Ajudará a vencer as dores que lhes causei

        Jgmoreira (APLAC) Academia Pinheirense de Letras, Artes e Ciências.


 

Oh, uma noites destas, por volta da meia noite
Esta terra inteira vai se recolher e chacoalhar
Os santos vão tremer e chorar de dor
Pois o Senhor vai chegar em seu avião celestial

Se Deus tivesse um nome, qual seria?
E você o diria diante dele
Se estivesse cara a cara com Ele em toda a sua glória?
O que você perguntaria, se pudesse fazer só uma pergunta?

Sim, sim, Deus é maravilhoso
Sim, sim, Deus é bom
Sim, sim, sim, sim, sim

E se Deus fosse um de nós?
Apenas um desajeitado como um de nós
Apenas um estranho no ônibus
Tentando ir pra casa

Se Deus tivesse um rosto, como ele seria?
E você ia querer ver
Se ver significasse que você teria que crer
Em coisas como o Céu, Jesus e os santos
E todos os profetas?

Sim, sim, Deus é maravilhoso
Sim, sim, Deus é bom
Sim, sim, sim, sim, sim

E se Deus fosse um de nós?
Apenas um desajeitado como um de nós
Apenas um estranho no ônibus
Tentando ir pra casa
Apenas tentando ir pra casa
De volta para o Céu, sozinho
Ninguém ligando em seu telefone
Exceto, talvez, o Papa, em Roma

Sim, sim, Deus é maravilhoso
Sim, sim, Deus é bom
Sim, sim, sim, sim, sim

E se Deus fosse um de nós?
Apenas um desajeitado como um de nós
Apenas um estranho no ônibus
Tentando ir pra casa
Apenas tentando ir pra casa
Como um andarilho sagrado
De volta para o Céu, sozinho
Apenas tentando ir pra casa

Ninguém ligando em seu telefone
Exceto, talvez, o Papa, em Roma


 

Viva a Baixada

*Por Natalino Salgado

Na semana passada, fui alcançado por diversas mensagens de baixadeiros que se identificaram com o artigo que aqui publiquei, constatando que há naquela região uma terra santa. Fiz referência ao meu torrão natal, minha amada Cururupu; mas diversos leitores me disseram que a descrição que apresentei os fez recordarem de suas próprias cidades natais, dadas as semelhanças dos aspectos geográficos que irmanam cada uma das cidades da Baixada Maranhense.

Uma obra que também pode fazer surgir esse amálgama de sentimentos, por elencar uma série de escritos de elementos nostálgicos comuns, atende pelo nome de Ecos da Baixada – coletânea de crônicas sobre a Baixada Maranhense, e que se constitui numa daquelas iniciativas que a arte, na forma de literatura, pode se propor, quando tudo o mais, ao longo de anos, falhou por incontáveis razões. O eco é aquilo que reverbera, mesmo depois da fonte originária ter cessado. Ele ricocheteia e se espalha, repetindo a palavra várias vezes, para que seja ouvida e, quem sabe, desperte em seus ouvintes passivos, esquecidos e alheios, a atenção necessária.

A publicação é uma iniciativa do Fórum da Baixada Maranhense e reúne uma plêiade de baixadeiros escritores, amantes de sua terra que, a despeito da riqueza natural, da diversidade multifacetada de mar, terra, rios, florestas, lagos, flora e fauna, de ter uma riquíssima cultura – até um sotaque peculiar, um léxico de palavras únicas – tem amargado, ao longo de seus breves séculos de ocupação, o esquecimento e um desenvolvimento espasmódico que alcançam, só precariamente, sua gente lutadora.

Ler o livro é fazer uma impressionante viagem por todos os rios e ter à mão uma ictiografia detalhada. Confesso que aprendi mais nomes de árvores que em todas as minhas leituras anteriores. O livro é feito por apaixonados que foram reunidos por iniciativa do advogado – devo acrescentar o epíteto embaixador baixadeiro? – Flávio Braga, presidente do Fórum.em língua inglesa. Os exemplos na história europeia são numerosos, mas atualmente recordamos os ligados à erupção do nacionalismo entre as duas guerras, como o tragicamente ridículo “paz no nosso tempo “, a declaração do primeiro-ministro britânico Chamberlain em 1938, após a assinatura do acordo com Hitler em Munique.

A propósito, a palavra baixadeiro é desconhecida pelos dicionários com o sentido carinhoso que aqui menciono, como uma designação, uma naturalidade. Mas encontrei a palavra associada a um tipo de cavalo rústico, que se desenvolveu naturalmente, e por alguma intervenção humana, justamente em nossa baixada, desde o Brasil Colônia. É um animal pequeno, resistente, totalmente aclimatado aos extremos de seca e cheia da região. É uma raça antiga e um patrimônio genético que honra a comparação com habitantes da região, no aspecto tenacidade e resistência às intempéries.

Na obra que mencionei – ainda inédita – há ao mesmo tempo um toque de tristeza, quando se lê, por exemplo, na crônica de Nonato Reis, um lamento pelo Rio Maracu que, como outros no Maranhão, e talvez em estado mais grave, morre à míngua ano a ano. Mas toda a hidrografia da Baixada está gravemente comprometida e as iniciativas até hoje são, na melhor das hipóteses, tímidas.

O Ecos da Baixada deve ser distribuído nas escolas, na esperança de que crianças e jovens sensibilizados, se tornem ainda agora aqueles que farão de suas jovens vidas ecoar o chamado, não para salvar a natureza manifesta na Baixada, mas para se harmonizarem com ela, como se seus rios e igarapés fossem as veias que irrigam suas vidas.

A pena destes escritores, que integram a obra, faz as vezes de gritos proféticos. Clamam pelos rios como os elementos fundamentais de todo um ecossistema único e que arqueja, como se fosse a materialização das palavras do apóstolo Paulo que, em sua Carta aos Romanos, diz: “Sabemos que toda a natureza criada geme até agora, como em dores de parto.” (Romanos 8:22).

Quem nasceu naquele lugar sabe do que falo. A baixada, a despeito de todos os maus-tratos a que foi submetida, vive e resiste. Viva a Baixada!

*Médico, doutor em Nefrologia, ex-reitor da UFMA, membro da AML, ANM, AMM, IHGMA e SOBRAMES.

 


O São João de Pinheiro 2017 se encerra na noite deste domingo (02), e já deixa saudades. A festa junina que é um dos nossos maiores eventos culturais, foi mantida na cidade, com o parque folclórico localizado no antigo bairro do aeroporto,  pela Prefeitura de Pinheiro  através da Secretaria de Cultura,  Durante os  dias, 23, 24 , 25 e  até hoje o primeiro domingo de julho , o Parque do Povão local dos eventos juninos ,   atraiu multidões vindas de todos os lugares do nosso estado e de outros estados da federação, colaborando assim,  para  o recorde de publico jamais visto em outros eventos juninos no referido parque.

Na grade de apresentações, desde a primeira noite com o tema “O SÃO JOÃO DE UMA NOVA HISTÓRIA” , a secretaria fez renascer as tradicionais  danças folclóricas, grupos artísticos como: Bumba-Meu-Boi, Danças Portuguesas, Quadrilhas e muito mais. Uma grande estrutura foi montada para receber a população que com o novo layout foi possível  um maior controle no quesito segurança.  Tivemos também  bandas  animando e agitando o publico desde a primeira noite dos festejos,  numa mistura de ritmos para todos os gostos.

Nesta edição do evento junino gestão Luciano Genésio, a organização preparou uma estrutura completa, visando atrair a atenção da população Pinheirense  e dos turistas, com direito a praça de alimentação; segurança (Guarda Municipal e Polícia Militar); assistência médica com pontos de apoio (Secretaria de Saúde); socorristas de plantão; além da presença permanente do Corpo de Bombeiros e SAMU e  monitoramento do trânsito através da Guarda Municipal; entre outros serviços que foram oferecidos.

Ao conceder entrevista a este Blog, o Prefeito Luciano Genésio se reportou nos afirmando que: “Conseguimos fazer uma festa maravilhosa e digna, a altura do que esperávamos, tanto quanto o nosso carnaval que transcorreu com brilhantismo e segurança   e agora  o sucesso da nossa equipe com o nosso SÃO JOÃO  DE UMA GRANDE HISTÓRIA ” Finalizou Luciano.

PARABÉNS !!! (Blog do Zé da Graça)

 

 


 

 

 

Saudades da minha terra

Meus conterrâneos

É chegada a hora em que todos diferenciam atributos à ilustríssima mãe de todos – São Bento – como as glórias do passado, do presente e, com certeza, do futuro. Coube a essa geração, representar nesse cenário, com bravura, honradez e dignidade,  a grandeza dessa terra e de sua gente. É verdade  que, mesmo inebriados pelos momentos sublimes da  infância e da adolescência, um dia, forçosamente pelo destino, alguns partiram, levando em suas mentes as imagens do crepúsculo, com raios multicores, os quais iluminavam o azul do céu com seus brancos lençóis de nuvens…Um belíssimo amanhecer e a ternura do entardecer. Os jovens destemidos não decepcionaram! Na verdade, mesmo distantes, continuaram a sentir o mesmo frio úmido e o mesmo cheiro das travessas por onde passaram…Os sentimentos não se apagaram.As lembranças docentes queridos e dos amigos deixados para trás, doíam na alma de cada um dos que partiram para conquistar um futuro melhor. As lembranças dos ausentes, estes,  pelo destino da vida e determinação de Deus, infelizmente, não os encontrarão mais!

Filhos de São Bento, beneditinos, meninos e meninas, tragam o passado para perto de vocês, misture-o com o presente e pensem sempre no futuro. A vida deveria ser leve e voar sempre como uma pluma, eternamente. Isto é impossível. Então, viva-a enquanto há tempo, pois, não adianta em nada rebuscá-la sem saber o que vai acontecer. Vocês são os pedacinhos de retalhos coloridos. Junte-os a cada encontro, a cada abraço e a cada um novo contato, para construir novas histórias, sem esquecer a que os consagrou.

Bem-vindos à Suíça Maranhense! Bem-vindos ao berço de inteligência do Maranhão! Bem-vindos ao celeiro dos maiores  intelectuais da cultura Maranhense…! Bem-vindos a São Bento!

E SEJAM FELIZES!

Autores:José Raimundo Moreira / Revisão/ José das Graças M. Moreira


 

O ator Nelson Xavier morreu na madrugada desta hoje (10) em Uberlândia (MG).

O ator Nelson Xavier morreu na madrugada desta hoje (10) em Uberlândia (MG). Ele estava com 75 anos. A causa da morte não foi divulgada. Em 2004, o ator havia sido diagnosticado com câncer de próstata, mas no Festival de Gramado de 2014, ele anunciou que estava livre da doença.

Um comunicado público do falecimento foi feito nas redes sociais pela sua filha, Tereza Villela Xavier. “Ele virou um planeta! Estrela ela já era. Fez tudo o que quis, do jeito que quis e da sua melhor maneira possível, sempre”, escreveu.

O ator Nelson Xavier chega ao Cine Odeon para a exibição de ‘Gonzaga – De pai para filho’, de Breno Silveira (Foto: Alexandre Durão/G1)

De acordo com a filha, seu corpo será levado para o Rio de Janeiro e deverá ser cremado amanhã (11) em cemitério ainda não determinado. Além de Tereza, Nelson Xavier deixa outros três filhos e esposa, a atriz Via Negromonte.

Carreira

Nascido em São Paulo, o ator tinha uma carreira extensa na televisão, no cinema e no teatro. O início de sua trajetória cinematográfica se mistura com o Cinema Novo, um movimento criado por jovens nas décadas de 1960 e 1970 que buscavam superar a falência das grandes produtoras através da realização de filmes de menor custo e mais reflexivos, que combatiam as alienações culturais.

Entre seus trabalhos desta época estão os filmes dirigidos por Ruy Guerra, como Os deuses e os mortos, de 1970. Do mesmo diretor, ele participou também de A Queda, em 1978, trabalho que lhe rendeu o prêmio Urso de Prata no Festival de Berlim. Em 1967, Nelson Xavier atuou em O ABC do Amor, uma obra de três episódios filmados pelo brasileiro Eduardo Coutinho, pelo argentino Rodolfo Kuhn e pelo chileno Helvio Soto em seus respectivos países.

Ele integrou ainda o elenco de filmes como Dona Flor e seus Dois Maridos, dirigido em 1976 por Bruno Barreto, e Narradores de Javé, dirigido em 2003 por Eliane Caffé. Em 2010, foi protagonista da cinebiografia Chico Xavier, na qual interpretou o médium, sob a direção de Daniel Filho. Na televisão, seu último trabalho foi na novela Babilônia, em 2015. Ele também atuou em títulos como Gabriela, Pedra Sobre Pedra, Renascer, A Favorita e Senhora do Destino.

Na dramaturgia, em que deu seus primeiros passos como ator, Nelson Xavier ficou marcado por integrar o elenco de peças de diretores renomados integrantes do Teatro de Arena, um dos mais importantes grupos das décadas de 1950 e 1960, que tinha como objetivo fazer desta arte uma ferramenta de transformação social. Em 1959, subiu aos palcos em Eles Não Usam Black-tie, escrita por de Gianfrancesco Guarnieri. Também atuou em Julgamento em Novo Sol, em 1962, de autoria de Augusto Boal.

Nelson Xavier ainda poderá ser visto na telas em novo trabalho. Ele protagoniza o filme Comeback, de Erico Rassi, que retrata a história de um ex-pistoleiro aposentado que reage com violência à hostilidade do mundo que o cerca. Apresentado pela primeira vez no Festival do Rio do ano passado, o título está previsto para chegar aos cinemas brasileiros no próximo dia 25. Na semana passada, a distribuidora O2 Play Filmes divulgou o trailer do filme.


 

 

 

 

 

 

 

PORQUE  EU* ENTÃO MEU DEUS?

As dores não cessam assim tão depressa
Elas são na verdade, as áqueas vertentes
Que escorrem dos meus olhos
Adentra o coração e consome a alma
Tal qual larvas de um vulcão.

As lagrimas do ontem…
São tantas quanto às de hoje
A saudade não é diferente!…
Ela preenche o vazio deixado…
Cá, dentro do meu peito.

Porque eu* então meu Deus?
Tenho que sufocar paixão
Acumular angustia
Rolar no chão do desprezo
Na dor que avassala e furta a alegria?

Porque eu *então meu Deus?

Tenho que alimentar a duvida
Calar a voz, conviver com o medo
E não poder trejurar…
Volte, volte, volte, abra teu coração
Deixe que eu te alcance
Não quero mais te perder
Mesmo que eu te reencontre em sonhos.

Jgmoreira  (APLAC)