A MORTE SILENCIA DORES

O meu mundo é feito de sonhos
Sonhos que entram e saem despercebidos
Que abrigam na alma somente as dores
Dos amores mal resolvidos

A cada sonho um choro e uma razão…
No dilúculo do meu dia a dia
O drama sacro do meu coração
No oratório do arrependimento
Por não tê-las amado como devia

Nas minhas noites mal dormidas
Sonhos pertinentes atribulados e constantes
Saudades das paixões vividas
Pelas mulheres que fui conhecendo…
As que eu conheci…
As prometidas…
E as que eu nunca esqueci.

Ah! …Mulheres que me consumiram
E que hoje os meus sonhos inda consomem
Desculpem… Eu preciso dormir o sono eterno
Perdoem-me, se ao invés de fazê-las sorriem
E as fiz chorar…
Por isso eu preciso da morte como silencio
Dormindo então: Calar-me-ei para sempre
Porque o meu silencio…
Ajudará a vencer as dores que lhes causei

        Jgmoreira (APLAC) Academia Pinheirense de Letras, Artes e Ciências.


Saudades mãe. Maria Amelia Coelho Moreira (Dona Hilda) Teus filhos: José das Graças Melo Moreira, José Ribamar Moreira, José Raimundo Moreira e Maria Helena Coelho Moreira.

(Com esta poesia , o teu filho José Raimundo Moreira te homenageia )

 

AMOR DE MÃE

Meu Deus, o que é ser mãe?

Ah! Já sei… Não! Sim! Sei! Mãe…

Mãe é a virtude do amor maior;

Mãe é luz do infinito que se vê e se sente melhor.

Mãe é um coração aflito, angustiante… Um brilho,

Mas que bate firme com puro e belo semblante;

Mãe patente que ilumina e amamenta o filho,

Mãe sozinha, mãe de leite que alimentam a gente.

Mãe, que a quaisquer momentos, chora sorrindo,

Mas saberá enfrentar os piores ventos;

Em lágrimas, sentindo as dores sem lamentos,

As dores e delírios que se vão partindo.

Alma piedosa, queixosa, dolorosa, silenciosa…

Um sinônimo de amor, caridade e prosa;

Coração altaneiro que grita em silêncio – a sina.

Oh! Luz incontida  que nos ilumina!

Espírito sublime que nunca se esquece da prece,

Surge de repente, cuida do teu corpo frágil e aquece.

Maria, mãe de Jesus, outras Marias, estrelas – guias da paz.

Cobriu o teu corpo, subiu aos céus e não voltou mais.

Sentinela da vida materna e eterna, que jamais diz não,

Gameta dos botões de rosas de antes, durante e depois,

Poder de criação do ventre que Deus te impôs,

Calvário de resignação…Luz da escuridão!

Autor: José Raimundo Moreira

 

MÃE,

Não existe tempo suficiente pra expressar o seu valor. Um mês, um ano ou uma vida, nada é o suficiente. Porque mãe é para toda a vida!

Mas…Quem já perdeu a mãe sabe a falta que ela  faz.  E  quem ainda não se deu conta, pode perceber o quanto da sua valia na forma como ela ainda nos inspira através da poesia  e do amor eterno que será o alimento dos nossos corações.

Que Deus cubra com seu manto divino todas as mães  que já estão junto a Deus,  porque já cumpriram sua missão nesta terra.

*MÃE, o que hei de fazer neste dia para te agradar ?

Eu te beijo , eu te abraço, eu te ponho num altar !” (Jgmoreira)


Estamos voltando às redes sociais depois de um longo período afastado por motivos de doença do redator chefe do Blog.

Queremos agradecer a todos pela espera e compreensão.

A imagem pode conter: nuvem, oceano, céu, atividades ao ar livre, natureza e água

(Poesia do livro Divagantes… No prelo)

UM ÚNICO PEDIDO *

Eu não quero mais falar de você…
Se podes ver pelos meus olhos
Um vale de lagrimas
Eu não quero falar sobre nós
Se as estrelas do meu céu
Não refletem no teu espelho

Eu não quero falar sobre amor
Porque as estrelas desse céu
São respingos de luz…
Que não nos ilumina mais

Eu não quero falar sobre dor
Eu prefiro sonhar sozinho um pouco mais
Eu prefiro escutar o som da musica
Já que não escuto mais as batidas do teu coração

Eu não quero falar de paixão
Deixe-me buscar sozinho, a estrada…
Por onde passou a chave de um coração
Que precisa ser aberto para a cura…

Deixe-me ficar sozinho às sombras de um passado…
Aonde ainda posso esconder a desilusão
*Ou deixe-me ao completo escuro do tempo…

Nenhum texto alternativo automático disponível.

TIC E TAC

Não exponho meus sentimentos… / Por vontade própria.
Eles fluem à maneira que: / O coração os conduz
Não os interfira… Deixe que eles abordem…
Deixem os sentimentos vir / Deixem-os voar… .
Permita-os que esses sentimentos fluam…
Só assim terás a certeza…/ Que o amor existe!

 

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MERETRIZ

Eu quero respigar os grãos
Caídos no chão da minha vida
Eu quero de volta a paz
Devolva-me o grão maior…
O beliscar do verbo pronominal do amor…
Sexo, excitação.

Deixe que eu varra as idéias
Do rebusno e das dores
Sentidas no imutável estado dos meus dias
Deixe-me juntar do chão da vida
O que jogaste no terreiro da discórdia…
O nosso amor!…

 

A imagem pode conter: fogo e noite

PERFIL NOCIVO DO AMOR

O amor que não tem rosto
Ou o amor que não se doa
Não tem noções e sentimentos
É amor sem perfil.

É amor de posses que se confundem
Nas absorções e fraquezas
Na fuga e comprometimento
E no medo da intimidade

É amor fobia…
Que mostra o inexistente
E a dependência infiel.

Ele nocivo…
Do distúrbio psicopata
Da mente incapaz e perigosa
Do não entender a empatia…
E desconhecer a culpa e o remorso
Dos sentimentos que nos induz… AO VERDADEIRO AMOR !…

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 IMPOSIÇÃO DO DESTINO

Esse amor que arbitrou o meu coração
E que me faz sentir no tempo
A mais dorida e desenfreada dor
Mudou sua condição distinta…
Passando de aguda a crônica

A dor desse amor que não tem cura
Nem teve como romper os limites
Tão quantos obstáculos que o destino me impôs…
É causa perdida e especifica
Que revive traços e sobras da plena desilusão.
POR TUDO QUANTO… ODEIO-TE CORAÇÃO !…

jgmoreira (APLAC)

 


FECHANDO A SEMANA  / Vasculhando arquivos me deparei com esse  texto de extrema delicadeza no trato  das letras realmente lindo  poema escrito pelo meu irmão , escritor  e poeta José Raimundo MoreiraDADIVA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A vida e o fio do prumo

                          Mas agora que a vida me presenteia com os anos que tenho. Idade permeada de virtudes, defeitos e de longos percursos caminhados sem destreza à procura do equilíbrio, é que me dei conta de que a vida do passado, hoje, se confunde com presente. Isso porque, no passado, fui presente, entretanto, no presente, ainda cultuo o passado.

                         O que me foi ético e moral, para os inescrupulosos é antiético e imoral. Mas para os conservadores é mais um drama social. Os conceitos positivados que me foram impostos na minha imaturidade tornaram-se, hoje, para mim, tão diminuídos por força da modernidade. Talvez por isso não me sinta mais à vontade para rever os preceitos passados, mas me contentar com o presente, só infinitamente o presente.

                         Não terei mais tempo disponível para especular sobre o melhor momento. Este é incerto. Não terei mais tempo para ver o melhor futuro porque este é presente. Há esperança de que o presente seja o futuro do passado. Assim, a vida se tornará mais romântica, menos indiferente, mais humana e mais solidária. O que se pretende é prumo e não a perda da compostura; quer-se a perspicácia, a prudência do passado no presente futuro.

Autor: José Raimundo Moreira


 

BARCO II

“ABRA TEU CORAÇÃO”

Quando meu coração se entrega
Minha veia poética esvai-se na dor
Flameja a cada momento
O coração aos gritos frenéticos
Fala de amor, emoção e sentimento
Ah!… Solidão.

O peito agoniza, mas não quer calar
Tenta libertar o que existe…
O que teima o coração em guardar…
O que a poesia não mostra, mas em mim persiste:
A sinfonia orquestrada na dor!

“Abra teu coração”
Baixe o som da tua orquestra
Entoe com a magia que tens…
Uma simples canção de amor
Uma simples poesia, que não fale em solidão.

(Solidão é um mal que não deve caber dentro de nós)

( Do: Livro Divagantes…) JGmoreira


SEMENTEIRA DO AMORSyntekExifImageTitle

 

Pinheiro Princesa, terra querida

Princesa, mulher encantada

Mistérios… Beleza que não sei revelar

Gentílico Pinheiro… De gentes humildes

Verdejai…  Sempre teus campos

Adormecidos… Férteis…

Do qual ventre… Que saiu teu bem maior…

Rio que fertiliza… As  sementes…

Os sonhos… E o brotar das sementeiras

Grávidas… De esperanças.

 

Princesa querida

Teu ventre… Maternidade

Dos filhos… Prodígios que tem nos dado

Causam…  Orgulho, brio e em verdade…

Traduz-se na honra… Desta Nação todo aquele que és mãe.

 

Vejo-te princesa!…

No glamour… Dessa beleza infinda

Na esplendorosa… Forma do teu corpo sinuoso…

A altivez… Da nobreza

A fronte erguida… Diante do sol de cada manhã…

O brilho maior… Do horizonte…

Num céu de anil a refletir…

A esperança… No espelho, águas do teu rio e lagos…

E nas noites?… O luar, céus respingos e luz de estrelas…

Cantada… Na paixão deste teu seresteiro.

 

Jgmoreira