“Reunião com vigilantes”

Aumento de impostos, redução de postos de emprego e demissões. Esse tem sido o cenário do Maranhão, governado por Flávio Dino, que o deputado Wellington destacou ao fazer referência ao dia do trabalhador, celebrado hoje (01).

Na sua fala, Wellington lembrou que, no Maranhão, tem sido árdua a batalha travada pelo trabalhador, já que o governador tem pregado a redução dos postos de emprego e, até mesmo, demissões em massa.

“Dia do Trabalhador e Flávio Dino está prestes a demitir 1.200 vigilantes sem sequer ter nomeado os aprovados no concurso da PMMA”,

“Dia do trabalhador e fica o questionamento: o que comemorar? No Maranhão, Flávio Dino já aumentou 03 vezes os impostos, o que reflete diretamente na qualidade de vida dos trabalhadores. Em relação aos postos de emprego, o que antes era um supermercado ou uma loja, com funcionários, hoje é apenas um espaço fechado e vazio. Agora, dia do trabalhador e Flávio Dino está prestes a demitir 1.200 vigilantes sem sequer ter nomeado os aprovados no concurso da PMMA, que totalizam 1.860 homens e mulheres que estudaram, foram aprovados em todas as etapas e, agora, estão desempregados. Não apenas hoje, mas diariamente temos feito essa defesa por aqueles que acordam antes mesmo do sol raiar e utilizam o seu trabalho como forma de sustento”, disse Wellington.


DEP. discursando na Assembleia

DEPUTADO WELLIGTON DISCURSA NA ASSEMBLEI EM DEFESA DOS VIGILANTES

Na manhã desta quinta-feira (11), o vice-presidente do SINDVIG-MA, Daniel Pavão, procurou o deputado estadual Wellington do Curso (PSDB), na Assembleia Legislativa, por meio de uma carta aberta aos deputados, onde denuncia que aproximadamente 1200 vigilantes seriam demitidos a partir de maio deste ano pelo Governo do Estado, para contratação de porteiros. 

Conforme a parlamentar, mediante a intransigência do governo em atender os representantes da categoria, o Sindicato resolveu recorrer à Assembleia Legislativa do Maranhão para que os deputados solicitassem ao governador Flávio Dino (PCdoB), que 1200 vigilantes não fiquem desempregados. 

Anteriormente, o governo já havia demitido 504 vigilantes e contratado porteiros somente pelo dia, para redução de custos. Mas, na opinião do deputado, não existe uma razão específica para tal rescisão contratual em massa, de forma emergencial, visto que a substituição de vigilantes por porteiros de forma integral diminui diretamente a proteção deferida ao patrimônio público, alunos e professores que frequentam as unidades educacionais estaduais.

O presidente do SINDVIG-MA, Raimundo Raposo, espera que o governador revogue esta decisão, pois muitos pais de família ficarão desempregados. O que não é o caso de desclassificar os porteiros, mas os vigilantes têm o preparo para garantir a segurança do patrimônio e integridade física das pessoas, sendo regulamentados pela Lei 7.102/93. 

O que me surpreendeu foi o governador tomar a decisão de demitir 1200 trabalhadores de uma vez só. E até o presente momento não nos receber para dialogar. Até na Secretaria de Educação já não me recebem mais. Pedi que me informassem de forma oficial e até agora não obtivemos resposta. Por isto, recorremos aos deputados. E se não tiver diálogo, vamos para a porta do Palácio solicitar que ele volte atrás desta decisão. Não estamos interessados em empresa A ou B e sim com o emprego da categoria”, declarou Raposo. Presidente do SINDVIG-MA

O deputado Wellington do Curso defendeu a categoria em discurso na sessão plenária, para que mais trabalhadores não fiquem desempregados. “Vamos solicitar ao Governo do Estado uma explicação, principalmente o motivo pelo qual estão fazendo isto de forma emergencial e o mais grave, aumentou os impostos e vai desempregar pais de família. Contem com a Assembleia Legislativa. Contem Comigo. O meu mandato é de vocês”,denunciou Wellington no Plenário.

Na atualidade, esta é a única profissão regulamentada pela legislação brasileira que trata de segurança privada no país. A Polícia Federal, por intermédio da PORTARIA 3.233/2012-DG/DPF é quem estabelece os requisitos, direitos e deveres para o exercício da profissão de vigilante, sendo essencial para a segurança nas escolas públicas.

 

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