Feminicídio

O entregador de materiais de construção Edson dos Santos Justiniano Gomes, 43 anos, suspeito de assassinar a companheira Renata Alves dos Santos, 26, na noite da última sexta-feira (01/11), espancou a mulher até a morte. Ele teria levantado Renata, que já havia caído no chão, pelas orelhas da vítima e batido com a cabeça dela, diversas vezes, em uma mesa de mármore. As informações são de Metrópoles.

Ele foi detido em flagrante na residência onde vivia com esposa e a mãe dela, Judite Alves dos Santos, 68, que presenciou o genro matar a sua filha.

O crime ocorreu na Rua 8 da Quadra 19 no Residencial Morro da Cruz, em São Sebastião (DF). Ao ser levado para a 30ª Delegacia de Polícia (São Sebastião), para prestar esclarecimentos, o homem que estava embriagado dormiu e não foi possível colher o depoimento dele.

A mãe da vítima relatou que o casal estava em um bar na noite de sexta e, quando eles chegaram em casa começaram a discutir. Ela disse à polícia que Edson desferiu socos no rosto e na cabeça de Renata, a enforcou e também bateu várias vezes com a cabeça dela numa mesa de mármore.

Depois disso, a mulher caiu no chão e a mãe tentou reanimá-la. Jogou água e a filha não reagiu. Edson então ameaçou que se Judite o denunciasse, ele mataria ela também. Pouco tempo depois, o agressor cochilou e Judite saiu em busca de socorro.

O vizinho da família foi até a residência, encontrou Renata caída e acionou o Corpo de Bombeiros. Ao chegarem ao imóvel, os militares encontraram a jovem sem vida. O agressor relatou à corporação que a esposa havia caído e batido com a cabeça na quina de uma mesa. Os militares constataram que ele apresentava sinais de embriaguez.

Segundo relatos de testemunhas à PCDF, o casal morava há mais de um ano e meio no endereço. O relacionamento seria marcado por brigas e agressões. Havia contra Edson dois boletins de ocorrência registrados.

Em um dos casos, no início de 2019, ele teria queimado as costas de Renata, mas ela negou ter sido ele. Já em setembro deste ano, Edson teria batido em Renata e ela pediu socorro a uma vizinha. Com hematomas e sangramentos, na delegacia, a vítima teria desistido de registrar ocorrência e saiu da unidade policial sem passar por exame de corpo de delito. Também não pediu medidas protetivas.

O delegado plantonista Mikhail Rocha e Menezes, disse ao Metrópoles que Judite contou que os dois se relacionavam há quatro anos.

“Nessa ocasião, Renata relatou ser sustentada por Edson e que não iria denunciar. Isso é muito comum em depoimentos de mulheres que sofrem violência. As vítimas dizem isso e não querem representar contra o autor”, comentou o delegado.

Edson chegou a ser preso em flagrante e encaminhado para o Departamento de Controle e Custódia de Presos, no Complexo da Polícia Civil. Em 24 de setembro, passou por audiência de custódia e ficou em liberdade.

Renata era dona de casa e tinha dois filhos de 7 e 4 anos, de outros relacionamentos. As crianças moravam com os pais. Do casamento com Edson, não tiveram filhos.

O Metrópoles conversou com o vizinho que prestou apoio à mãe de Renata. Para a reportagem, o auxiliar de serviços gerais Adilson Galvão da Silva, 42, comentou que ao chegar na residência, já sabia que ela estava morta. “Não havia batimento. O corpo estava debaixo da mesa. Uma cena triste. Os dois eram bastante agressivos um com o outro. Nós ouvíamos as discussões. Uma hora, isso iria dar problema. Eu mesmo tinha alertado isso para eles.”

80 Graus.

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