Coronavírus: o inimigo em comum que une esforços públicos e privados

Todos os dias medidas de restrição de circulação de pessoas nas cidades e de isolamento social são anunciadas no esforço de conter o avanço do coronavírus. No início, o maior desafio para os governantes foi combinar essas iniciativas com a preservação da atividade econômica. Quem tardou, colheu piores índices, e agora todos procuram se antecipar ao pico da epidemia em seus países.

Como acontece nas tragédias e nas guerras, as pandemias despertam um sentimento de união nacional. Executivos, legislativos e judiciários, se mobilizam nesse sentido por todo o Brasil, com apoio da iniciativa privada. Seus representantes dão entrevistas, vão às redes sociais, pedem serenidade e alertam para a responsabilidade de todos. Fazem o que está sendo feito mundo afora, não há novidade. E é isso o que se espera deles.

Até o presidente Jair Bolsonaro, ponto fora da curva que inacreditavelmente subestimou a crise e menosprezou o medo da população, quando a imensa maioria dos políticos no mundo inteiro procura mostrar sintonia com o sentimento geral de expectativa e apreensão, recuou e passou a endossar publicamente as ações mais duras dos seus ministros.

Críticas são naturais e ajudam a corrigir rumos. Corrigidos os rumos, o importante é seguir com a mobilização contra o inimigo comum. Para governistas e opositores, insistir na politização é erro agora. Como diz um amigo meu, não existe um nível ideal de precaução a ser adotado. Só depois, quando tudo isso passar, é que poderemos avaliar se essas medidas preventivas foram adequadas, exageradas ou insuficientes. E como todos sabem, é melhor errar pelo exagero do que pela omissão.

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