Imagem terrorista

Um grupo terrorista que já praticou, no mínimo, três atentados em Brasília, tem o presidente Jair Bolsonaro como seu próximo alvo. A Sociedade Secreta Silvestre (SSS) é caçada pela Polícia Federal, há seis meses e se apresenta como a vertente brasileira do grupo Individualistas que Tendem ao Selvagem (ITS), organização responsável por cometer diversos ataques a políticos e empresários ao redor do mundo.

Detalhes e uma entrevista com o líder da SSS, foram divulgados pela revista Veja, nesta sexta-feira (19).

Os diálogos foram feitos com o líder do grupo, autointitulado como Anhagá, através da deep web, que é considerada a “camada da internet” que não pode ser acessada através de meios tradicionais de busca.

Anhagá diz ter entre 20 e 30 anos, ser do sexo masculino e revela ser um defensor da natureza. Seu nome fictício quer dizer “espírito que protege os animais, em tupi-guarani”. De acordo com ele, a motivação para o ataque é porque “Bolsonaro e sua administração, tem declarado guerra ao meio ambiente.”

A Polícia Federal revela em inquérito, que o grupo continua cometendo ataques extremamente graves e mostrando “profusão de ideias violentas e extremistas, além de divulgar ameaças contra a vida do Bolsonaro”.

Anhagá revela que o plano deveria ter sido executado no dia da posse presidencial, no dia 1º de janeiro, mas a ação foi adiada pelo forte esquema de segurança. “Vistoriamos a área antes. Mas ainda estava imprevisível. Não tínhamos certeza de como funcionaria”, diz o terrorista. Na ação, seriam usadas bombas e armas, e teria como alvos, Bolsonaro e sua família.

Outros alvos de atentado, são o ministro do meio ambiente Ricardo Salles e a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves. “Salles é um cínico, e não descansará em paz, quando menos esperar, mesmo que saia do ministério que ocupa, a vez dele chegará. Damares se tornou a cristã branca evangelizadora, que prega o progresso e condena toda a ancestralidade”, comentou o terrorista Anhanguá, à revista Veja.

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